O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta sexta-feira da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Hospital de Amor, em Barretos. Durante a visita, ele comentou decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciou medidas para ampliação de medicamentos no SUS e detalhou novos investimentos para a unidade.
Entre os temas abordados, Padilha destacou também a decisão da Anvisa de manter a suspensão de fabricação, comercialização, distribuição e uso de linhas de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes de uma empresa específica, após identificação de riscos sanitários.
Anvisa
A Anvisa decidiu, por unanimidade, manter a suspensão dos produtos após avaliar que as medidas adotadas pela empresa foram insuficientes. Segundo a agência, houve histórico recorrente de contaminação microbiológica e riscos sanitários que ainda não foram superados.
Diante da decisão, o ministro orientou a população a não consumir os produtos e acompanhar o plano de recolhimento que será definido pela empresa em conjunto com a Anvisa.
Ele também alertou que diferentes lotes podem ter destinos distintos dentro do processo de recolhimento, reforçando a necessidade de acompanhamento das informações oficiais.
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SUS
Durante a agenda, o ministro anunciou a criação de uma nova tabela de financiamento do SUS, com a inclusão de 23 medicamentos de alto custo voltados ao tratamento de diversos tipos de câncer.
Segundo o Ministério da Saúde, 10 desses medicamentos serão adquiridos e distribuídos diretamente pela pasta aos estados, enquanto os demais serão ofertados por meio de procedimentos de autorização ambulatorial, com financiamento federal.
Os tratamentos contemplam doenças como câncer de mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago, entre outros. De acordo com Padilha, alguns desses medicamentos podem custar até R$ 650 mil na rede privada.
Investimentos
O ministro também confirmou novos investimentos para o Hospital de Amor, em Barretos, com recursos destinados à ampliação de cirurgias e tratamentos.
Segundo Padilha, o repasse será publicado e transferido diretamente para fundos estaduais, chegando à unidade hospitalar para reforço da estrutura e das atividades já realizadas.
Ele afirmou ainda que os recursos permitirão ampliar o atendimento e reorganizar o uso de doações, que poderão ser direcionadas a outras áreas de investimento do hospital.
Pandemia
Durante a entrevista, o ministro da Saúde também criticou a gestão federal durante a pandemia de Covid-19, afirmando que houve impacto direto na realização de cirurgias, exames e consultas eletivas em todo o país.
Segundo ele, o período prolongado da crise sanitária gerou um represamento de atendimentos, afetando pacientes que precisaram adiar procedimentos não relacionados à Covid.
Padilha destacou que os efeitos desse período ainda são sentidos no sistema de saúde.



