Guilherme Longo estava em liberdade provisória e não podia deixar o endereço sem autorização da Justiça
Mistério envolve o desaparecimento de Guilherme Longo, ex-preso acusado de matar enteado
O Desaparecimento e as Cartas
Guilherme Longo, que ficou preso por dois anos e quatro meses acusado de matar o enteado Joaquim Pontmarques em 2013, desapareceu na sexta-feira à noite. Antes de sumir, deixou duas cartas: uma para os pais e outra para seu advogado, Antônio Carlos Oliveira, afirmando que contaria a verdade sobre o caso. A última vez que foi visto com vida, na quinta-feira, teria sido em um motel da cidade, encontrando-se com três pessoas, segundo informações não confirmadas pelos pais.
As Restrições da Liberdade Provisória e a Reação das Autoridades
Para responder ao processo em liberdade provisória, Guilherme estava sujeito a diversas restrições, como o recolhimento domiciliar após as 20h, comparecimentos mensais em fórum e a proibição de se ausentar da cidade sem autorização judicial, conforme explicou o promotor de justiça Marcos Túlio Nicolino. O sumiço pegou de surpresa tanto a família quanto o advogado. O promotor afirmou que, caso Guilherme seja encontrado fora de Ribeirão Preto e comprovada a violação das condições da liberdade provisória, pedirá a revogação da mesma e sua prisão.
O Caso e o Futuro do Processo
Guilherme Longo havia sido preso em janeiro de 2014, mas obteve um habeas corpus em 2016 por considerar-se excessivo o tempo de duração do processo. Todas as testemunhas já foram ouvidas, e a justiça decidirá se o caso seguirá para júri popular. O desaparecimento adiciona um novo e misterioso capítulo a um caso já complexo, deixando em aberto a busca pela verdade e o futuro do processo judicial.



