Acusado de matar o enteado, de três anos, ele foi detido na Espanha após sete meses foragido
Em entrevista coletiva, Arthur Pais Marques, pai de Joaquim, morto em 2013 em Ribeirão Preto, expressou alívio com a prisão de Guilherme Longo em Barcelona. A defesa, assistente de acusação, busca a extradição de Longo para o Brasil e um julgamento célere.
Prisão e Extradição
Marques reiterou sua crença na culpa de Natália Ponte, mãe de Joaquim, afirmando: “Acho que a primeira etapa atrásra a gente conseguiu, certo? Foi recapturado. Agora espero que os dois sejam julgados e condenados aqui”. Ele criticou a soltura de Natália, questionando como uma criança de três anos pode desaparecer de casa sem que os responsáveis consigam explicar o ocorrido. O advogado de Arthur, Alexandre Durante, explicou que a justiça brasileira tem pouco mais de um mês para formalizar o pedido de extradição, com expectativa de Longo ser extraditado em dois a três meses.
O Andamento do Processo
O promotor Marco Estúlio Nicolino afirmou que a rapidez do julgamento depende da agilidade da justiça em Barcelona. Acredita-se que o julgamento no Brasil seja mais rápido, pois a maior parte do processo já foi concluída. Natália Ponte, acusada de omissão por saber da agressividade e uso de drogas de Longo na época da morte do filho, aguarda julgamento em liberdade. Seu advogado, Natan Castelo Branco de Carvalho, reafirmou sua inocência.
Leia também
Investigações em Andamento
Resta apurar quem financiou a fuga de Guilherme Longo e como ele obteve documentos falsos. Gustavo Triani, primo de Longo, negou envolvimento, afirmando que seu nome foi usado indevidamente e que não tinha contato com Longo há quatro anos. A investigação busca esclarecer todos os detalhes da fuga e do crime para que a justiça seja feita.



