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Pais de bebê exumado vão processar a funerária por danos morais

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
danos morais
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A família do bebê João Pedro, que faleceu aos dois dias de vida devido a uma hemorragia interna, confirmou após a exumação que o corpo da criança estava devidamente sepultado no cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto. O sepultamento ocorreu no dia 8 deste mês, enquanto a mãe, Estela Cardoso, recebia alta do Hospital das Clínicas.

Alívio e Indignação

Estela Cardoso expressou alívio após a confirmação de que o corpo do filho foi enterrado. “Agora estou aliviada, estou em paz, porque eu não estava em paz, estava com uma dor muito grande”, disse ela. Já o pai, João Araújo, manifestou sua felicidade em saber que o filho estava no lugar certo, mas também expressou indignação com o que considera descaso por parte da funerária.

A Defesa da Funerária

Mauro Pirani, superintendente da funerária responsável pelo transporte do corpo, defende que a empresa agiu corretamente, cumprindo o horário agendado para o sepultamento. Segundo ele, a responsabilidade pelo sepultamento em si é do cemitério. “Nós cumprimos com os horários pactuados. Todos os avisos foram passados antecipadamente”, afirmou Pirani, acrescentando que a empresa prestou seus serviços com zelo e respeito.

Ação Judicial em Vista

O advogado da família, Daniel Rond, informou que irá processar a funerária por danos morais devido ao sepultamento sem a presença dos pais. Rond argumenta que houve descaso por parte do agente funerário, que não esperou a chegada da família, demonstrando falta de sensibilidade em um momento de dor. “Isso deixou de ser crime e passou a ser um descaso. E esse descaso nós vamos buscar a tutela do judiciário para um possível dano moral”, declarou.

A confirmação do local de sepultamento traz algum conforto à família enlutada, que agora busca justiça pelo que consideram um tratamento desrespeitoso por parte da funerária.

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