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Paternidade entre paulistas fica mais tardia e idade média chega aos 32 anos, aponta estudo

Mudança no perfil das famílias está relacionada a fatores como carreira, formação profissional e planejamento financeiro, segundo especialista
Paternidade
Africa images/Canva

A paternidade entre os homens paulistas está acontecendo mais tarde. Uma pesquisa da Fundação Seade apontou que a idade média para um homem se tornar pai chegou aos 32 anos, acompanhando uma transformação no perfil das famílias nas últimas décadas.

O psicólogo e especialista em comportamento masculino, Airton Batista Júnior, explica que a mudança está ligada principalmente ao maior investimento em formação educacional, carreira e estabilidade financeira antes da decisão de ter filhos.

Segundo ele, a parentalidade tem deixado de ser uma prioridade em fases mais jovens da vida, enquanto outros objetivos pessoais e profissionais passam a ocupar espaço no planejamento dos homens e das famílias.

Mudanças familiares

O levantamento da Fundação Seade também mostrou uma redução na diferença de idade entre pais e mães no nascimento dos filhos. A idade média das mães aumentou de 26,4 para 29,2 anos, enquanto a diferença entre homens e mulheres caiu de 3,8 para 3 anos nas últimas duas décadas.

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Para o especialista, a maior participação das mulheres no mercado de trabalho também contribui para essa mudança. Além disso, novas tecnologias relacionadas à reprodução ampliaram as possibilidades de planejamento da maternidade e da paternidade.

O especialista destaca ainda que as famílias com muitos filhos se tornaram menos frequentes. Atualmente, a tendência é de que os casais optem por um ou dois filhos, principalmente pela necessidade de avaliar os custos e a estrutura necessária para a criação.

Planejamento

Segundo o psicólogo, a decisão de ter filhos passou a envolver uma análise mais ampla sobre condições financeiras, formação e segurança para a criança. A busca por estabilidade profissional e econômica tem influenciado diretamente o momento escolhido para a paternidade.

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Por outro lado, quando a chegada de um filho acontece sem planejamento, o homem pode enfrentar dificuldades para lidar com a nova realidade. Airton explica que muitos homens ainda têm resistência em procurar apoio psicológico ou serviços de acompanhamento.

Essa dificuldade em buscar ajuda pode afetar tanto o vínculo parental quanto o próprio bem-estar do pai, principalmente em situações de insegurança ou falta de preparo emocional.

Participação

O especialista também chama atenção para a importância da presença paterna na criação dos filhos. Segundo ele, ainda existe no Brasil uma realidade de abandono parental, em que alguns homens deixam de participar efetivamente da vida das crianças.

Para Airton, a paternidade exige envolvimento além da contribuição financeira, com participação ativa na rotina e no desenvolvimento dos filhos.

A pesquisa da Fundação Seade aponta que a mudança no perfil da paternidade acompanha uma transformação mais ampla das famílias paulistas, com homens e mulheres escolhendo fases mais maduras da vida para assumir a parentalidade.

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