A Justiça concedeu liberdade ao empresário Vanderson da Costa Silva, de 43 anos, acusado de atropelar a vendedora de churros Irislene Costa Macedo durante uma discussão em Franca. A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira (6), após a emissão do alvará de soltura.
Vanderson estava preso desde o dia 21 de julho, quando ocorreu o caso no estacionamento da Vila Exposição, às margens da Avenida Chico Júlio. Ele havia sido preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia.
A decisão foi assinada pelo juiz Rodrigo José Rodrigues Arimateia, da Vara do Júri de Franca, que considerou que, neste momento da investigação, não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva.
Medidas
Ao conceder a liberdade, a Justiça determinou medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo empresário. Entre elas estão o comparecimento aos atos do processo, a proibição de contato com as vítimas, familiares e testemunhas, além da restrição de aproximação.
Vanderson não poderá ficar a menos de 100 metros das vítimas, de suas residências ou locais de trabalho. O descumprimento das determinações pode resultar em uma nova prisão preventiva.
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A decisão também destacou que o empresário se apresentou espontaneamente à Polícia Civil após os fatos, o que, segundo o magistrado, indicaria intenção de colaborar com as investigações.
Caso
Segundo relatos de testemunhas e das vítimas, a confusão teria começado após Vanderson acreditar que o casal havia denunciado o bar dele à Prefeitura de Franca, situação que teria levado ao fechamento do estabelecimento.
Após a discussão, o empresário teria ido até o local onde Irislene e o marido, Márcio Luciano de Souza, trabalhavam. Conforme os depoimentos, ele teria feito investidas contra o carrinho de churros e, em seguida, acelerado o veículo na direção do casal.
Márcio conseguiu escapar da trajetória do carro, mas Irislene foi atingida e arremessada ao chão, sofrendo ferimentos considerados graves.
Investigação
O empresário deve responder pelo caso como tentativa de homicídio qualificado. A investigação segue sob responsabilidade da Justiça e do Ministério Público.
A decisão de afastamento chama atenção porque Vanderson e as vítimas são vizinhos há mais de 30 anos no Parque São Jorge. Com a determinação judicial, uma das partes terá que manter distância, e a expectativa é que o empresário precise se afastar do local.
A defesa do empresário e a situação atual de saúde de Irislene não foram informadas. O caso continua em andamento com a análise das próximas etapas do processo.



