Os motoristas que trafegam pelas rodovias da região de Ribeirão Preto já estão pagando mais caro nos pedágios. O reajuste de 4,72% entrou em vigor nesta semana em todas as praças administradas por concessionárias no estado de São Paulo e tem gerado reclamações, principalmente entre quem utiliza as estradas diariamente para trabalhar.
Além do aumento nas tarifas, usuários também questionam as condições de alguns trechos das rodovias e afirmam que o reajuste pesa no orçamento mensal, especialmente para profissionais que dependem das estradas para transportar mercadorias ou se deslocar entre cidades.
Novos valores
Na região de Ribeirão Preto, a tarifa da praça de Sertãozinho passou de R$ 9,10 para R$ 9,60, um aumento de R$ 0,50.
Em Pitangueiras, o pedágio agora custa R$ 12,20, alta de R$ 0,60. Já na praça de Sales Oliveira, na Rodovia Anhanguera, a tarifa passou para R$ 15, com reajuste de R$ 0,70.
Em Ituverava, uma das praças com maior tarifa da região, o valor subiu R$ 0,90 e chegou a R$ 18,20.
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Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o reajuste foi calculado com base na inflação acumulada entre junho de 2025 e maio deste ano.
Impacto
Motoristas ouvidos pela CBN Ribeirão Preto afirmam que o aumento eleva ainda mais os custos de quem depende das rodovias para trabalhar.
O motorista de transportadora Márcio Basí destacou que despesas como diesel e pedágios reduzem a margem do frete. Já Paulo Pereira, que faz transporte de animais para competições, afirma que o reajuste também aumenta os custos repassados aos clientes.
O vendedor regional Isaac Barbosa disse que já precisou refazer as contas das viagens, já que passa pelos pedágios tanto na ida quanto na volta para atender clientes em diferentes cidades.
Viagem
Para quem utiliza a rodovia diariamente, mesmo pequenos reajustes fazem diferença no orçamento. É o caso da enfermeira Lorena Roque, moradora de Sertãozinho, que trabalha em Ribeirão Preto.
Ela calcula que o aumento de R$ 0,50 por passagem representa cerca de R$ 20 a mais por mês apenas com pedágio. Segundo a profissional, o custo se soma às despesas com combustível e pesa no salário.
Lorena também criticou as condições da rodovia. Apesar de reconhecer que houve recapeamento em alguns trechos, ela afirma que ainda existem pontos que comprometem a segurança dos motoristas.
Posicionamento
A concessionária responsável informou que o reajuste das tarifas está previsto no contrato de concessão e foi autorizado pela Artesp.
Segundo a empresa, os recursos arrecadados com os pedágios são destinados à manutenção, conservação, operação e realização de melhorias nas rodovias.



