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Pedidos de falência crescem quase um terço ao ano

Aumento foi 27% em 2016; na variação mensal, fechamentos chegam a 9%
Pedidos de falência
Aumento foi 27% em 2016; na variação mensal, fechamentos chegam a 9%

Aumento foi 27% em 2016; na variação mensal, fechamentos chegam a 9%

O cenário econômico brasileiro tem apresentado desafios significativos para as empresas, refletindo em um aumento considerável nos pedidos de falência e recuperação judicial. Dados recentes indicam uma situação preocupante, com implicações para diversos setores e regiões do país.

Aumento Expressivo nas Falências e Recuperações Judiciais

De janeiro a maio deste ano, o número de falências decretadas registrou um aumento notável. Apenas no mês de abril, os pedidos de falência cresceram 26,2%. Paralelamente, os pedidos e concessões de recuperação judicial também apresentaram um aumento expressivo, com um crescimento acumulado no ano de 124,7% e 123,9%, respectivamente. Esses números refletem a crescente dificuldade das empresas em manter suas operações em um ambiente econômico adverso.

Fatores que Contribuem para a Crise

Segundo Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, a situação das empresas tem se deteriorado devido a dois fatores principais: a elevação dos custos de produção e a redução das receitas. O Brasil enfrenta um período prolongado de recessão, impactando diretamente a capacidade das empresas de gerar receita. Custos elevados, incluindo mão de obra e insumos, pressionam ainda mais o caixa das empresas, tornando a situação insustentável para muitas delas.

Impacto Regional e Perspectivas Futuras

A crise não se limita a um setor específico, afetando diversas regiões do país. Em Ribeirão Preto, por exemplo, muitas empresas estão fechando ou demitindo funcionários devido à incapacidade de equilibrar as contas. Um caso emblemático é o de uma fundição em Monte Alto, com quase 70 anos de história, que teve sua falência decretada após não conseguir cumprir os acordos de recuperação judicial. A falta de confiança dos agentes econômicos agrava a situação, resultando em menores investimentos e, consequentemente, em um ciclo vicioso de queda no consumo.

A reversão desse cenário depende da restauração da confiança e da implementação de medidas que impulsionem a economia. A aprovação e implementação de políticas eficazes são cruciais para trazer de volta a confiança dos investidores e consumidores.

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