Valor médio da carne aumentou 2,5%; apesar da elevação, muitas famílias não deixam de seguir a tradição
Segundo levantamento da Fecomércio SP, com base nos dados de fevereiro do IPCA, alguns alimentos registraram aumento considerável de preços nos últimos 12 meses. O tomate teve alta de 48,2%, a cebola de 27,18%, a batata inglesa de 18,20% e o brócolis de 1,48%. Pescados também apresentaram elevação de 2,52%.
Tradição à mesa
Apesar dos aumentos, a tradição na mesa de muitos brasileiros se mantém. A aposentada Teresa Garcia da Silva, por exemplo, continua preparando seus pratos típicos, mesmo com o aumento dos preços dos ingredientes. Já um casal de chilenos residentes em Ribeirão Preto há 20 anos, prefere a curvina, peixe que lembra os sabores de sua terra natal, ao bacalhau.
Preços do Bacalhau
Em peixarias, o preço do bacalhau apresentou variação mínima. O bacalhau fresco (tipo “site”) é a opção mais barata, custando em torno de R$ 25,00 o quilo. Já o bacalhau do Porto, pronto para consumo, pode chegar a R$ 200,00. A escolha do consumidor depende de fatores como a presença de pele e espinhas, e a preferência por gomos grandes, como os do bacalhau do Porto.
Leia também
Expectativas para a Semana Santa
Em uma peixaria do Mercadão Municipal, o preço do bacalhau se manteve estável, mas o proprietário Osvaldo Galo prevê aumento nos preços de outros peixes, como o salmão, até a Páscoa. A expectativa é de um aumento de até um dólar a mais por quilo do salmão na próxima semana. Apesar disso, Galo se mostra otimista com as vendas, prevendo um aumento significativo na procura por peixes frescos durante a Semana Santa, com um movimento que pode dobrar em relação a um dia normal. Para atender à demanda, a peixaria contratou funcionários temporários.



