Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) recolheram quatro equipamentos do avião que caiu na sexta-feira (16) em Orlândia, no interior de São Paulo. O acidente matou o piloto e o passageiro da aeronave. O material foi levado para São Paulo, onde passará por análises técnicas.
Os trabalhos de investigação começaram ainda no fim de semana. Três peritos estiveram no local, examinaram os destroços e as marcas deixadas no solo e utilizaram drones para registrar a trajetória do avião e a distribuição das peças após o impacto. Imagens de câmeras de segurança e gravações feitas por testemunhas com celulares também serão analisadas.
Segundo as informações levantadas, a aeronave teria decolado de uma pista particular conhecida como antiga pista de Tangará. Logo após a decolagem, o avião realizou um movimento semelhante a uma manobra acrobática, perdeu altitude e caiu. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.
Análise dos destroços
Durante os trabalhos, os especialistas examinaram a marca deixada no solo pelo impacto. O avião atingiu a grama, atravessou a pista e parou do outro lado. A força da queda fez a hélice se soltar, enquanto outras peças ficaram espalhadas a cerca de 100 metros do local. A região da cabine, onde estavam o piloto e o passageiro, também foi analisada.
Além de fotografar e documentar os vestígios, os peritos recolheram quatro equipamentos para análise em São Paulo. As informações obtidas no local serão reunidas às imagens registradas por testemunhas e pelas câmeras do aeródromo para auxiliar na investigação.
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O professor de aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, James Waterhouse, explicou que as gravações serão compiladas para integrar o inquérito policial.
“Todas essas imagens, todas essas informações serão compiladas posteriormente para o inquérito policial”, afirmou.
Vítimas identificadas
As vítimas foram identificadas como Vítor Simões da Silva, de 51 anos, empresário de Manaus, piloto e proprietário do avião, e José Ricardo Santana, morador de São Paulo e amigo do piloto. Os dois foram socorridos e levados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.
Os dois tinham filhos que são namorados e estavam em Orlândia para participar de uma competição de hipismo. Vítor Simões também era paraquedista e tinha experiência em voos acrobáticos. Nas redes sociais, publicava vídeos de manobras realizadas por ele e por outros pilotos.
O corpo do piloto foi sepultado no sábado, em Manaus, em uma cerimônia restrita à família. Até o momento da reportagem, não havia informações confirmadas sobre o sepultamento de José Ricardo Santana, em São Paulo.
Investigação continua
A Polícia Civil também abriu um inquérito, inicialmente registrado como morte suspeita. Essa classificação é utilizada para apurar as circunstâncias das mortes e, por si só, não significa que exista suspeita confirmada de crime.
Os destroços recolhidos pelo CENIPA devem passar por análises técnicas. A investigação aeronáutica continua, e ainda não há conclusão sobre o que provocou a queda.



