A Polícia Federal indiciou 16 pessoas na investigação sobre a queda do voo 2283 da Voepass, acidente ocorrido em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), que provocou a morte de 62 pessoas. O relatório final foi apresentado nesta quinta-feira (7), em São Paulo.
Segundo a corporação, os investigados vão responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se apresenta denúncia criminal contra os envolvidos.
Indiciamentos
Entre os indiciados estão profissionais ligados à operação e à manutenção da companhia aérea, como despachantes de voo, mecânico, chefe dos pilotos, inspetor técnico, diretor de manutenção, diretor de operações, piloto-chefe, responsável pela área de segurança operacional (safety) e o diretor-presidente da Voepass.
De acordo com a Polícia Federal, o presidente da empresa tinha conhecimento dos riscos e dos problemas envolvendo as aeronaves, mas não teria adotado medidas adicionais para evitar a continuidade das operações.
Falhas apontadas
Durante a apresentação do relatório, a Polícia Federal detalhou uma série de falhas operacionais e de fiscalização que, segundo a investigação, contribuíram para o acidente.
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Um dos principais pontos destacados foi a chamada “cultura de não reporte”, caracterizada pela ausência de registro, nos livros de bordo, de problemas recorrentes identificados na aeronave envolvida no acidente e também em outros aviões da frota.
Segundo os investigadores, a falta desses registros comprometeu o acompanhamento das falhas técnicas e a adoção de medidas preventivas.
Próximos passos
A Polícia Federal também apresentou a reconstrução dos momentos que antecederam a queda da aeronave, detalhando a sequência de eventos que levou ao acidente em Vinhedo.
Com a conclusão do inquérito, o caso passa agora para análise do Ministério Público Federal, responsável por decidir se oferece denúncia criminal contra os 16 indiciados.



