Uma pesquisa do Data Senado revela um cenário preocupante sobre a violência contra as mulheres no estado de São Paulo. Segundo o levantamento, 26% das entrevistadas afirmaram já ter sido vítimas de agressões dentro do ambiente familiar.
O estudo também aponta para o silêncio diante dos casos de violência. Cerca de 67% das mulheres ouvidas acreditam que as agressões são denunciadas apenas em algumas situações, enquanto 24% entendem que os casos sequer chegam a ser comunicados.
Uma mulher que preferiu não ser identificada relatou à CBN que sofreu agressões físicas praticadas pelo próprio irmão. Segundo ela, foram anos até reconhecer que vivia em um ciclo de violência. Em um dos episódios mais graves, a mulher contou que foi enforcada e quase morreu. Ela afirmou que passou a se sentir mais protegida depois de buscar ajuda e perceber que poderia contar com o amparo da Justiça.
“Quando eu identifiquei que a Justiça me defendia desses atos, eu me senti bem mais aliviada e fiquei mais tranquila”, relata a mulher
Falta de respeito
A pesquisa também questionou as mulheres sobre os ambientes em que se sentem menos respeitadas. Quase 50% apontaram as ruas, enquanto 25% citaram o ambiente de trabalho e 20%, o ambiente familiar. A assistente social Verônica Rodrigues relatou ter sofrido violências verbais nas ruas e afirmou que esse tipo de agressão pode afetar a forma como a vítima se enxerga. Segundo ela, ouvir repetidamente as agressões pode fazer com que a pessoa passe a acreditar no que é dito pelo agressor.
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Outro dado do levantamento mostra que 68% das mulheres afirmam conhecer pouco a Lei Maria da Penha. O conhecimento sobre a legislação e sobre os direitos das vítimas pode ajudar mulheres em situação de violência a buscar acolhimento e proteção.
A pesquisa também reforça a importância de conhecer a rede de apoio disponível para mulheres que enfrentam violência doméstica, familiar, patrimonial, psicológica ou outros tipos de agressão.



