Apesar do acesso fácil, nem sempre a modalidade é a melhor forma de financiamento; ouça a análise de José Rita Moreira
Uma pesquisa recente do Cebrá apontou que o cartão de crédito é a principal fonte de financiamento para 40% dos donos de pequenos negócios no Brasil. Essa modalidade supera em popularidade até mesmo os empréstimos de amigos e familiares, enquanto os empréstimos bancários ocupam as últimas posições.
Cartão de crédito: aliado ou vilão?
Apesar dos altos juros, o cartão de crédito se mostra atrativo para muitos empreendedores. A possibilidade de parcelamento e o planejamento facilitado são vantagens citadas pelo consultor econômico José Rita Moreira. No entanto, o risco da inadimplência e a entrada no rotativo, com juros ainda mais elevados, representam um grande perigo. A discussão sobre o fim do rotativo do cartão de crédito está em pauta, mas a facilidade do parcelamento é vista como essencial para os microempresários.
Dificuldades no acesso a empréstimos bancários
A pesquisa também revelou que apenas 7% dos pequenos negócios recorrem a empréstimos em bancos privados, enquanto apenas 4% buscam financiamento em bancos públicos. Moreira aponta a dificuldade de acesso ao crédito como um dos principais motivos. Bancos exigem garantias reais para empréstimos destinados ao capital de giro, o que dificulta a obtenção de crédito para cobrir despesas como salários e fornecedores. A ausência de garantias aumenta o risco para os bancos, elevando as taxas de juros e tornando o crédito menos acessível.
Alternativas e planejamento para o sucesso
Para aqueles que não conseguem ou não querem recorrer ao cartão de crédito, Moreira sugere um planejamento cuidadoso. A redução de custos, por meio da venda de bens como automóveis ou imóveis, pode ser uma solução, desde que seja feita de forma estratégica para evitar problemas futuros. O aumento das vendas, por meio de promoções e estratégias de marketing, também é fundamental para melhorar o fluxo de caixa e reduzir a dependência de empréstimos. O planejamento financeiro de médio e longo prazo, em conjunto com o banco, é crucial para garantir a saúde financeira do negócio e evitar a armadilha dos juros altos.



