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Pesquisa da Serasa aponta que 61% dos pais não dão mesada aos filhos no Brasil

Sobre a importância do ensino financeiro às crianças, ouça a entrevista com o coordenador da instituição, Thiago Ramos
mesada para filhos
Sobre a importância do ensino financeiro às crianças, ouça a entrevista com o coordenador da instituição, Thiago Ramos

Sobre a importância do ensino financeiro às crianças, ouça a entrevista com o coordenador da instituição, Thiago Ramos

Uma pesquisa recente da Serasa revelou dados interessantes sobre mesada e educação financeira infantil no Brasil. O estudo apontou que 61% dos pais não dão mesada aos filhos, enquanto entre aqueles que concedem, a maior parte (54%) o faz para crianças entre 6 e 11 anos, seguida pela faixa de 15 a 18 anos (45%). A mesada média fica em até R$ 100, usada principalmente para lanches escolares e aprendizado de poupança.

Mudança de mentalidade e educação financeira

De acordo com Thiago Ramos, coordenador da Serasa, a pesquisa indica uma mudança de mentalidade. Quatro em cada dez pais entrevistados tiveram conversas sobre finanças com seus pais, enquanto oito em cada dez conversam com seus filhos sobre o assunto, mostrando um aumento significativo na comunicação financeira familiar. Embora o número seja menor entre mulheres e algumas classes sociais, o crescimento é um fator importante.

Importância da orientação financeira familiar

A pesquisa sugere uma forte correlação entre a orientação financeira familiar e a organização financeira na vida adulta. Ramos destaca que a mesada e as conversas sobre finanças são o primeiro contato com a educação financeira para muitas crianças. A ausência dessas conversas pode levar ao mau uso de recursos financeiros na vida adulta, já que a educação financeira não é um tema amplamente presente na grade curricular escolar. Crianças orientadas em casa tendem a se tornar adultos mais responsáveis financeiramente.

Dicas para abordar o tema com as crianças

Para ajudar os pais, Ramos oferece algumas dicas. A principal é esclarecer a diferença entre produtos caros e baratos e o que é possível comprar com o dinheiro disponível, evitando o famoso “na volta a gente compra”. É importante explicar o porquê de um desejo não poder ser atendido naquele momento, seja por questões financeiras ou por falta de necessidade. Outra abordagem importante é ensinar a importância de guardar dinheiro, seja para um objetivo de curto ou longo prazo. Por fim, discutir a necessidade de economias para reduzir despesas e cuidar dos bens materiais também se mostra eficaz. Não há idade certa para começar essa conversa, e a recomendação é que seja feita de forma leve e natural, conectando a criança com as finanças da família, desde cedo.

Em suma, a pesquisa da Serasa destaca a crescente importância da educação financeira familiar no Brasil, mostrando como conversas abertas e orientações práticas desde a infância podem contribuir para a formação de adultos mais conscientes e responsáveis financeiramente.

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