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Pesquisa do Crecisp aponta perspectiva de queda nas vendas para o mercado imobiliário regional

No mês de junho, houve uma baixa de 5,78% nas negociações de apartamentos e casas; Presidente do conselho comenta situação
mercado imobiliário regional
No mês de junho, houve uma baixa de 5,78% nas negociações de apartamentos e casas; Presidente do conselho comenta situação

No mês de junho, houve uma baixa de 5,78% nas negociações de apartamentos e casas; Presidente do conselho comenta situação

O mercado imobiliário de Ribeirão Preto e região apresentou queda de 5,78% nas vendas em junho, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Para entender os motivos, conversamos com José Viana Neto, presidente do Creci.

Taxas de Juros e Acesso ao Crédito

A principal causa da queda nas vendas é a alta taxa de juros. O financiamento imobiliário, com prazos que podem chegar a 35 anos, gera receio em assumir compromissos de longo prazo, principalmente com a incerteza sobre o futuro da economia. A renda familiar muitas vezes não atinge o mínimo exigido pelos bancos, dificultando o acesso ao crédito, mesmo para imóveis de baixo custo (na faixa de R$ 250 mil).

O Impacto do Programa Minha Casa, Minha Vida

A expectativa é de melhora com o lançamento de uma nova versão do programa Minha Casa, Minha Vida, que inclui imóveis usados e amplia o teto para financiamento (até R$ 350 mil). Isso deve facilitar o acesso à casa própria para muitas famílias. A maioria dos imóveis negociados tem entre 50 e 100 metros quadrados, refletindo uma tendência de mercado para imóveis menores e mais compactos, com tecnologias que otimizam o espaço.

Tendências do Mercado Imobiliário

Apesar da procura por imóveis menores, a pesquisa indica que 41,9% dos negócios foram em regiões nobres, enquanto 54,8% ocorreram na periferia. Regiões universitárias também se destacam, impulsionadas pela demanda de estudantes. A locação também é significativa, com 60% dos contratos em Ribeirão Preto e região com valores mensais abaixo de R$ 1.500. O Creci orienta investidores sobre regiões com maior liquidez e tipos de imóveis com maior rotatividade, considerando a participação de financiamentos bancários e transações sem financiamento. A recente redução na taxa Selic, embora pequena (meio ponto percentual), gera otimismo, impulsionada pela confiança na política econômica e pela maior circulação de dinheiro na sociedade. A redução do IGP-M também influencia, mas representa um desafio para investidores em locação residencial, devido à redução nos valores de aluguel e à alta tributação sobre lucros nesse setor. A maioria dos imóveis residenciais pertence a idosos que os utilizam como fonte complementar de renda, enquanto a locação para estudantes representa um nicho específico.

A perspectiva para os próximos meses é de um gradual aquecimento do mercado imobiliário, impulsionado pela redução da taxa Selic e pela confiança na economia, embora desafios persistam, especialmente no setor de locação residencial.

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