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Pesquisa mostra aumento de 26% nas cestas básicas do Estado

Economista explica que os valor se deve a alta dos produtos que pesam no orçamento final
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Economista explica que os valor se deve a alta dos produtos que pesam no orçamento final

Economista explica que os valor se deve a alta dos produtos que pesam no orçamento final

O aumento dos preços dos alimentos tem impactado diretamente o orçamento de famílias brasileiras, como demonstram os relatos de Rosimara da Silva, diarista, e Teresinha Trevisã, aposentada.

O peso do aumento na mesa

Rosimara relata a dificuldade em manter o padrão alimentar da sua família. A carne bovina, antes presente em seu cardápio, tornou-se um luxo inacessível. O arroz, item básico, tem sido substituído por macarrão e outros alimentos mais baratos, assim como o óleo de cozinha, que também sofreu um aumento significativo. A ajuda com cestas básicas, antes comum, diminuiu drasticamente, forçando a família a economizar ao máximo. A situação é ainda mais complicada com a presença de crianças, que necessitam de leite, bolachas e sucos, itens que pesam no orçamento.

A cesta básica: um luxo inacessível?

Em São Paulo, a cesta básica custa R$ 654,00, representando um aumento de mais de 26% em um ano. Teresinha, aposentada, relata a necessidade de comprar apenas o básico e aproveitar promoções para conseguir suprir as necessidades da casa. Nas últimas semanas, diversos produtos registraram altas consideráveis: tomate (23%), batata (8,53%), açúcar refinado (quase 7%), banana (quase 4%), farinha de trigo (mais de 2%), carne vermelha (mais de 1,5%), manteiga (quase 1%), óleo de soja (0,37%) e leite integral (0,19%).

O impacto econômico e o futuro dos preços

A economista Marie-Angélica Louquese explica que o aumento dos preços dos alimentos afeta não apenas o orçamento familiar, forçando a redução de gastos em outras áreas como vestuário, mas também as empresas, que enfrentam o aumento do custo dos insumos. O DIEESE calcula que, para uma família com dois adultos e duas crianças, o salário mínimo ideal seria de R$ 5.495,00, cinco vezes maior que o atual. A projeção futura dos preços depende de diversos fatores, como a retomada da economia, o controle da pandemia e os gastos governamentais. Por enquanto, a recomendação é economizar para enfrentar a alta dos preços.

A realidade de Rosimara e Teresinha reflete a situação de muitas famílias brasileiras que lutam para manter sua alimentação diante da crescente inflação dos alimentos. A incerteza sobre o futuro dos preços exige planejamento e cautela na hora de administrar o orçamento doméstico.

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