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Pesquisador aponta que é provável que a vacina contra a Covid-19 tenha que ser aplicada anualmente por até dez anos

Segundo Vitor Engracia Valenti, os estudos indicam que os anticorpos dos imunizantes sejam eficazes por seis a 12 meses
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Segundo Vitor Engracia Valenti, os estudos indicam que os anticorpos dos imunizantes sejam eficazes por seis a 12 meses

Segundo Vitor Engracia Valenti, os estudos indicam que os anticorpos dos imunizantes sejam eficazes por seis a 12 meses

Uma pesquisa chinesa revelou que anticorpos contra a Covid-19 persistem em mais de 70% dos pacientes recuperados por até 12 meses. O estudo também sugere que a vacinação, especialmente com vacinas de vírus inativado como a Coronavac e a Sinovac, pode gerar uma resposta imunológica eficaz, semelhante à infecção natural. Adultos entre 18 e 55 anos apresentaram níveis mais altos de anticorpos, um dado positivo considerando a faixa etária mais afetada atualmente.

Imunidade e Durabilidade das Vacinas

Segundo o pesquisador Vitor Valente, a duração da imunidade gerada pelas vacinas contra a Covid-19 se assemelha à da vacina da influenza, com proteção que pode durar de 6 a 12 meses. Estudos com a vacina Sinovac (vírus inativado) e Pfizer (mRNA) indicam uma imunidade duradoura de pelo menos 6 meses. Embora otimista, essa constatação não elimina a necessidade de vacinação anual, devido ao surgimento contínuo de novas variantes virais.

Variantes e a Importância da Vacinação Completa

O professor Valente destaca que a duração dos anticorpos não garante proteção total contra novas variantes, que podem driblar o sistema imunológico. Variantes como Delta e Gama demonstram uma capacidade de reduzir a eficácia das vacinas, mesmo que em pequena escala, em testes laboratoriais. Um inquérito sorológico do Instituto Butantã em Ribeirão Preto apontou que mais de 70% dos casos positivos eram de pessoas com esquema vacinal incompleto, reforçando a importância da segunda dose para uma imunidade mais robusta e duradoura, principalmente contra a variante Delta.

Medidas Preventivas e o Futuro

Apesar dos avanços na vacinação, a manutenção das medidas preventivas é crucial, mesmo após a imunização completa. A experiência de países europeus com alta taxa de vacinação, onde surtos da variante Delta foram observados, demonstra que a vacinação reduz a gravidade da doença, mas não a elimina totalmente. A Pfizer já desenvolve uma atualização de sua vacina para combater a variante Delta, mostrando a necessidade contínua de adaptação às novas cepas. A conscientização sobre a importância da vacinação completa e a manutenção de cuidados preventivos são fundamentais para o controle da pandemia.

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