Rodrigo Stabeli aponta que, na comparação entre as duas últimas semanas, a taxa de infecção aumentou uma vez e meia
Abril se mostra como o mês mais letal da pandemia de coronavírus em Ribeirão Preto, com 32 mortes em um único dia, e mais de 4 mil óbitos em todo o país. Apesar do aumento na oferta de leitos, a taxa de ocupação permanece alta.
Aumento da taxa de infecção e superinfecção
De acordo com o pesquisador Rodrigo Stable, da Fiocruz, a taxa de infecção dobrou em uma semana em Ribeirão Preto. Mesmo com o aumento de mais de 300 leitos de UTI em março e início de abril, a cidade enfrenta uma superinfecção, considerando que 90% dos infectados têm quadro leve e apenas 10% necessitam de internação. Esse cenário demonstra a necessidade de conscientização da população, mesmo com as medidas tomadas pela prefeitura e governo estadual.
Ações necessárias para conter o avanço da doença
Para Stable, a solução urgente é a conscientização da gravidade da doença, combatendo a ideia de que o coronavírus é uma simples gripe. A cada 20 segundos, uma pessoa morre no Brasil devido à Covid-19. Além disso, o excesso de mortes sem diagnóstico de coronavírus também é preocupante. O pesquisador defende ações coordenadas entre os governos federal, estadual e municipal, além de auxílios financeiros para a população e empresas, para que as medidas de contenção sejam efetivas. A responsabilidade, segundo ele, é coletiva, envolvendo cidadãos e poder público.
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A importância das medidas de proteção individual
Medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e distanciamento social, são cruciais para evitar um colapso maior do sistema de saúde, principalmente na ausência de vacinação em massa. A conscientização e a adoção dessas medidas são fundamentais para diminuir o índice de infecção e salvar vidas.


