Ideia é controlar a doença apenas fazendo reeducação alimentar
Alimentação descontrolada é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, doença caracterizada pela resistência à insulina, hormônio responsável pelo processamento da glicose. Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) investiga uma nova abordagem para o tratamento, focando na restrição de proteínas na dieta.
Restrição de Proteínas: Resultados Promissores
Em um estudo com cinco voluntários, a retirada da proteína da dieta mostrou resultados positivos em menos de um mês. De acordo com a professora Maria Cristina Fosfetas, do Departamento de Endocrinologia do Hospital das Clínicas, os pacientes apresentaram normalização dos níveis de triglicérides, colesterol total e LDL (colesterol ruim), além da melhora na pressão arterial. Inicialmente, a pesquisa constatou que a simples restrição calórica já trazia benefícios, mas era uma dieta difícil de ser seguida. A restrição de proteínas, por sua vez, se mostra como uma alternativa mais acessível.
Benefícios para Sedentários e Adaptação da Dieta
A professora Maria Cristina destaca que os resultados podem ser alcançados mesmo por indivíduos sedentários, contribuindo para o controle da doença sem a necessidade de aumento significativo na medicação. A dieta, preparada na cozinha do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, respeita a necessidade calórica mínima de cada voluntário. O médico pesquisador Rafael Ferras explica que o protocolo restringe até 10% do valor calórico ideal por paciente, mantendo a ingestão de proteínas em níveis significativamente menores que uma dieta ocidental tradicional.
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O paciente Fábio Esquiave, participante do estudo, relata a mudança em seus hábitos alimentares, trocando o café da manhã farto por uma opção leve com frutas. O estudo, previsto para ser concluído em 2023, pode representar uma mudança significativa nos hábitos de muitos diabéticos, contribuindo para a melhoria da saúde e qualidade de vida.



