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Pesquisadores devem definir a quantidade de doses aplicadas nos 418 voluntários na primeira etapa de testes da Butanvac

Dr. Rodrigo Calado, coordenador do estudo no HC-RP, explica processo de testes do primeiro imunizante 100% brasileiro
testes Butanvac
Dr. Rodrigo Calado, coordenador do estudo no HC-RP, explica processo de testes do primeiro imunizante 100% brasileiro

Dr. Rodrigo Calado, coordenador do estudo no HC-RP, explica processo de testes do primeiro imunizante 100% brasileiro

O Instituto Butantan deu início aos testes da ButanVac no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nesta primeira fase, 418 voluntários participarão, recebendo diferentes doses da vacina para avaliar segurança e resposta imunológica.

Testes e Dosagens

A pesquisa, coordenada pelo Dr. Rodrigo Calado, professor da USP de Ribeirão Preto, testará três doses diferentes (1, 3 e 10 microgramas) em cada voluntário. O objetivo é encontrar a dose ideal que gere a maior resposta imunológica com o menor número de efeitos colaterais. Serão aplicadas duas doses com intervalo de 28 dias. Nesta fase inicial, todos os voluntários receberão a vacina, e um pequeno grupo receberá placebo para comparação, posteriormente recebendo a vacina também.

Participantes e Critérios

Os voluntários devem ter mais de 18 anos, ser saudáveis, não ter tido COVID-19 nem recebido outras vacinas, e residir em Ribeirão Preto ou cidades próximas. Pessoas com comorbidades ou acima de 60 anos não participarão desta primeira fase. Interessados podem se cadastrar pelo site do Hospital das Clínicas. A ButanVac é produzida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, sem depender de insumos importados.

Resultados e Próximos Passos

A pesquisa avaliará a resposta imunológica contra diferentes variantes do coronavírus, incluindo P1 e a variante sul-africana. Se os resultados forem positivos, a ButanVac poderá ser incluída no calendário de imunização. As próximas fases incluirão pessoas com histórico de COVID-19, vacinadas com outras vacinas e indivíduos com comorbidades. A primeira fase deve durar entre 17 e 20 semanas, podendo ser antecipada. A pesquisa, neste momento, está sendo conduzida apenas em Ribeirão Preto, com a fase 3 prevista para outros centros.

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