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PF dá detalhes de operação que desmantelou quadrilha que explorava travestis

Força-tarefa averiguou 38 pessoas e esteve em 18 locais; seis foram presos e quatro ainda estão sendo procurados
exploração de travestis
Força-tarefa averiguou 38 pessoas e esteve em 18 locais; seis foram presos e quatro ainda estão sendo procurados

Força-tarefa averiguou 38 pessoas e esteve em 18 locais; seis foram presos e quatro ainda estão sendo procurados

A Operação Cinderella, deflagrada em Ribeirão Preto, resultou na prisão de seis pessoas suspeitas de explorar sexualmente mulheres transexuais. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, teve início a partir de denúncia de duas vítimas que conseguiram escapar.

Exploração e Tráfico de Pessoas

De acordo com as autoridades, jovens transexuais, principalmente do Norte e Nordeste, eram aliciadas com promessas de cirurgias plásticas, empregos e suporte financeiro. Ao chegarem em Ribeirão Preto, entretanto, eram forçadas à prostituição, obrigadas ao consumo de drogas e a contrair dívidas elevadas com os aliciadores, que incluíam despesas com hospedagem, alimentação e procedimentos estéticos clandestinos. A investigação aponta para a prática de trabalho escravo, tráfico de pessoas e crimes relacionados à aplicação de silicone industrial em condições precárias, resultando em casos de morte e sequelas graves.

Sequelas e Implicações Legais

A operação resultou na apreensão de provas que indicam casos de homicídio, suicídio e desaparecimento de vítimas em decorrência da exploração e da violência sofrida. As autoridades destacaram a gravidade da situação, caracterizando-a como um caso de escravidão moderna, onde a opressão se manifesta de forma invisível, muitas vezes mascarada por promessas de uma vida melhor. A investigação apurou a existência de diversos grupos criminosos atuando na cidade, cada um com seu líder, e a possibilidade de ramificações em outras regiões do país. Os envolvidos responderão por crimes como tráfico de pessoas e redução à condição análoga à de escravo, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão. Há ainda a possibilidade de acusações por exercício irregular da medicina e organização criminosa.

As autoridades reforçaram a necessidade de políticas públicas que garantam empregabilidade e proteção para a população trans, reconhecendo a vulnerabilidade desse grupo e a importância de ações conjuntas entre órgãos governamentais e sociedade civil para combater a exploração e promover a inclusão social. O Ministério Público do Trabalho se comprometeu a auxiliar as vítimas resgatadas, oferecendo alternativas de emprego e formação profissional, buscando sua reinserção na sociedade de forma digna e segura.

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