Produto Interno Bruto foi 1,5%, cerca de R$ 53 bilhões, maior que em 2016; índice é o sexto maior do estado
Ribeirão Preto teve crescimento discreto do PIB em 2017
Crescimento abaixo da média paulista
O Produto Interno Bruto (PIB) da região de Ribeirão Preto registrou crescimento de 1,5% em 2017, atingindo cerca de R$ 53 bilhões. Apesar de superar a média nacional de 1%, o desempenho ficou abaixo da média de outras regiões paulistas. Enquanto Marília cresceu 5,9%, Sorocaba 5,6%, a Baixada Santista 13,5%, Campinas 3,1% e São José dos Campos 2,2%, Ribeirão Preto ficou em sexto lugar no estado, com 2,2% de participação no PIB estadual.
Setor industrial como fator limitante
Para o economista José Rita Moreira, o crescimento tímido se deve à falta de desenvolvimento do setor industrial em Ribeirão Preto. Regiões mais industrializadas do estado apresentaram incrementos no PIB significativamente maiores. Com uma economia mais voltada para o comércio e serviços, Ribeirão Preto não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento de cidades com perfil industrial mais avançado. O setor industrial da região, inclusive, apresentou queda de 0,3%, enquanto o agropecuário teve redução de 5,2%. Apesar do crescimento de 1,9% no setor de serviços, o resultado geral ficou aquém do esperado.
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Perspectivas futuras e desafios
O economista prevê uma melhora nos números para os próximos anos, porém sem crescimento espetacular. A falta de investimento em infraestrutura e de políticas para atrair empresas são apontados como entraves ao desenvolvimento econômico da região. A ausência de um aeroporto adequado, por exemplo, é citada como um fator que impacta negativamente os investimentos. Embora o crescimento tenha sido positivo, a análise aponta para a necessidade de ações mais robustas para impulsionar o desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto, principalmente em relação à diversificação da economia e atração de investimentos em infraestrutura. A comparação com Franca, que teve queda de 0,5% no PIB em 2017, com destaque negativo para o setor agropecuário (-12,5%), reforça a necessidade de Ribeirão Preto buscar alternativas para um crescimento mais consistente.



