Ouça a coluna ‘Economia’, com Nélson Rocha Augusto
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2013 apresentou um crescimento modesto de 0, PIB do primeiro trimestre fica abaixo,6% em relação ao último trimestre de 2012, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado anualizado indica um crescimento entre 1,9% e 2%, considerado insuficiente diante do potencial econômico do país.
O economista Nelson Rocha Augusto destacou que a produção industrial teve uma queda de 0,3% no período, enquanto a agricultura registrou um crescimento expressivo de 9,7%. No entanto, esse aumento agrícola é sazonal e tende a se acomodar após o término da safra. A formação bruta de capital, que representa a taxa de investimento da economia, cresceu 4,6%, mas esse avanço é atribuído a um ajuste técnico relacionado ao aumento das vendas de caminhões e máquinas agrícolas, não refletindo um crescimento econômico sustentável.
Aspectos do PIB no primeiro trimestre de 2013
- Crescimento total do PIB: 0,6% em relação ao último trimestre de 2012.
- Produção industrial: queda de 0,3%.
- Agricultura: crescimento de 9,7%, influenciado por sazonalidade.
- Formação bruta de capital: aumento de 4,6%, devido a fatores técnicos.
Sobre as contas do governo federal, o superávit primário registrado foi de 1,77% do PIB, abaixo da meta estabelecida de 2,3%. Esse resultado foi divulgado pelo Banco Central em conjunto com o Tesouro Nacional. O economista ressaltou que o primeiro trimestre costuma apresentar maior arrecadação devido ao acúmulo de impostos, o que evidencia que o governo está arrecadando menos e gastando mais, contribuindo para pressões inflacionárias.
- Superávit primário: 1,77% do PIB, inferior à meta de 2,3%.
- Redução na arrecadação e aumento nos gastos públicos.
- Pressões inflacionárias decorrentes do gasto excessivo.
Dados fiscais do governo federal: Nelson Rocha Augusto alertou para um desequilíbrio entre demanda e oferta na economia brasileira, com consumo elevado sem correspondente estímulo à produção industrial. Isso tem provocado um “vazamento” do PIB para o exterior, já que o aumento do consumo é suprido por importações, prejudicando o crescimento econômico sustentável do país.
- Consumo interno elevado sem crescimento da produção industrial.
- Dependência crescente de importações para suprir demanda.
- Necessidade de revisão da política econômica para melhorar o desempenho.
Entenda melhor
Considerações sobre o cenário econômico: O economista Nelson Rocha Augusto participa semanalmente do quadro de economia do Revista CBN, trazendo análises sobre os principais indicadores econômicos do Brasil.



