A soltura de pipas provocou 224 interrupções no fornecimento de energia elétrica em Ribeirão Preto entre janeiro e setembro deste ano. Em Serrana, foram registradas outras 102 ocorrências relacionadas à brincadeira no mesmo período, segundo dados apresentados pela CPFL Paulista.
Além dos transtornos causados pela falta de energia, a prática pode provocar acidentes graves, especialmente quando as pipas são empinadas perto da fiação elétrica ou utilizam materiais condutores. O alerta foi feito por Elidiane Bernardi, consultora de relacionamento da CPFL Paulista, em entrevista à CBN Ribeirão Preto.
Segundo a representante da concessionária, a principal preocupação é com a segurança de crianças e adultos. O contato com a rede elétrica pode provocar choques fatais, e até mesmo cabos de telefonia e internet podem oferecer riscos, dependendo das condições da instalação.
Risco elétrico
A CPFL orienta que a brincadeira seja realizada em locais abertos, afastados da rede elétrica e sem fiação próxima. A recomendação também é evitar materiais condutores, como papel-alumínio na rabiola, além de linhas com cerol, que podem danificar os cabos de energia.
De acordo com Elidiane, a linha pode provocar danos à fiação por causa do atrito, principalmente quando contém materiais cortantes. Mesmo que o cabo não se rompa imediatamente, os danos podem comprometer a estrutura e provocar interrupções posteriores, especialmente em situações de ventos fortes.
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A consultora também alerta para o risco de tentar recuperar pipas presas em fios. Segundo ela, cabos de telefonia e internet podem estar em contato com a rede elétrica e apresentar risco de choque. Por isso, a orientação é não tentar retirar pipas enroscadas na fiação nem entrar em subestações para resgatá-las.
Falta de energia
Quando uma pipa danifica a rede elétrica, o problema pode provocar a interrupção do fornecimento de energia para residências e serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde. A falta de eletricidade também pode afetar pessoas que dependem de equipamentos de uso contínuo em casa.
Segundo Elidiane, o tempo para reparar um cabo rompido pode variar de duas a quatro horas, considerando a chegada da equipe ao local e a execução do serviço. O período de interrupção depende da gravidade da ocorrência.
A representante da CPFL reforçou que cabos caídos devem ser considerados energizados. A orientação é manter distância de pelo menos dois metros e não tocar nos fios, acionando os serviços responsáveis.
Orientações
A concessionária defende que a soltura de pipas seja mantida como uma atividade de lazer, desde que realizada com segurança. A recomendação é procurar áreas abertas, longe da fiação, e abandonar a pipa caso ela fique presa na rede elétrica.
Durante a entrevista, Elidiane também informou que a CPFL registrou ocorrências pontuais relacionadas às chuvas e aos ventos fortes recentes, mas afirmou que os casos já estavam sendo atendidos e que a situação permanecia sob controle.



