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Polícia aguarda laudos para esclarecer acidente que matou mãe e filho entre Pontal e Cândia

Duas pessoas morreram na colisão frontal; sobreviventes seguem internados. Perícia deve apontar as causas do acidente e eventual responsabilidade criminal
Polícia
Foto: Eudis FIlho/CBN Ribeirão

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que matou Leandro Eduardo Huesca, de 35 anos, e a mãe dele, Leonídia Huesca, de 63, na última terça-feira (6), em uma estrada entre Pontal e o distrito de Cândia. Os dois carros bateram de frente em um trecho de pista simples, e as vítimas morreram no local. Os corpos foram sepultados nesta quinta-feira (8), no Cemitério Municipal de Pontal, cidade onde moravam.

Bruna dos Santos, que estava no carro com as vítimas, permanece internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ela já passou por cirurgias e está em recuperação. O estado de saúde é estável, mas ainda considerado grave. O motorista do outro veículo, de 30 anos, também segue internado, em um hospital particular de Sertãozinho. A unidade não divulgou informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.

Segundo a Polícia Civil, ainda não há testemunhas que possam esclarecer como a colisão aconteceu. A investigação aguarda a conclusão dos laudos periciais, prevista para cerca de 30 dias, para identificar as causas do acidente e verificar se houve responsabilidade criminal.

Responsabilidade criminal

De acordo com o advogado criminalista João Pedro Silvestrini, caso a perícia comprove que o motorista sobrevivente provocou a colisão por imprudência, negligência ou imperícia, ele poderá responder criminalmente. A depender das conclusões da investigação, podem ser considerados dois homicídios culposos e duas lesões corporais culposas, com possibilidade de pena de até seis anos, segundo o advogado.

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O número de vítimas e as circunstâncias da batida podem influenciar a pena em caso de condenação. A investigação deverá analisar fatores como a velocidade dos veículos, possíveis distrações dos motoristas e eventual uso de celular ou consumo de bebida alcoólica.

A perícia também deve avaliar as marcas de pneus, a dinâmica da colisão e possíveis imagens de câmeras de segurança. Esses elementos serão utilizados para esclarecer como o acidente aconteceu e apontar uma eventual responsabilidade.

Indenização civil

Caso a perícia conclua que o motorista que morreu provocou o acidente, não haverá responsabilização criminal dele. No entanto, segundo o advogado, ainda poderão haver consequências na esfera civil. Nessa situação, o motorista sobrevivente poderá pedir indenização à família das vítimas fatais, conforme as circunstâncias apuradas. A possibilidade depende da análise da responsabilidade pelo acidente.

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Os dois sobreviventes também devem ser ouvidos pela Polícia Civil assim que tiverem condições de prestar depoimento. Até a conclusão dos laudos, as causas da colisão permanecem sem esclarecimento.

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