Ao todo oito pessoas foram indiciadas por alguma participação no crime; Tadeu Almeida Silva e Felipe Miranda estão presos
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o desaparecimento do empresário Nelson Carrere Júnior, Polícia Civil conclui inquérito de investigação, em Cravinhos. Ao todo, oito pessoas foram indiciadas por diferentes crimes relacionados ao caso.
Detalhes do crime e indiciados: Segundo as investigações, Nelson foi morto a tiros no dia 16 de maio durante uma reunião de negócios em uma fábrica de suplementos em Cravinhos. O corpo foi jogado no Rio Grande e até o momento não foi localizado. Entre os indiciados estão Marlon Couto Júnior, dono da fábrica e suspeito de ser o autor do homicídio; Tadeu Almeida Silva, funcionário de Marlon, acusado de ajudar a enrolar o corpo em lonas; Marcela Almeida, esposa de Marlon, suspeita de ter ido a São Paulo para prestar apoio à família da vítima; Felipe Miranda, suspeito de ajudar a jogar o corpo no rio; e Murilo Couto, irmão de Marlon, indiciado por falsidade ideológica e ocultação de cadáver. Os pais de Marlon e uma oitava pessoa também foram indiciados, mas seus nomes e participações não foram divulgados.
Situação dos envolvidos: Até o momento, apenas Tadeu e Felipe estão presos. Marcela chegou a ser presa, mas foi liberada pela Justiça em 29 de junho. Marlon Couto Júnior está foragido e confessou a autoria do homicídio em carta enviada à polícia, afirmando que o corpo foi jogado no Rio Grande, em Miguelópolis.
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Esclarecimentos do delegado: O delegado responsável, Eitor Moreira Assis, informou que Marlon e Tadeu foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual e ocultação de cadáver, além de falsidade ideológica no caso de Marlon. Os pais de Marlon foram indiciados por favorecimento pessoal ao auxiliarem na fuga do filho. Outros indiciados respondem por envolvimento indireto nos crimes, como fraude processual e falsa testemunha.
Localização do corpo e motivação do crime
Apesar de buscas realizadas no Rio Grande, o corpo de Nelson não foi encontrado devido às condições naturais do rio, como profundidade, lama, vegetação densa e decomposição. A polícia tem convicção de que o corpo foi jogado próximo ao rancho de Marlon, no braço do rio. A motivação do crime foi uma divergência comercial relacionada à propriedade de uma marca de suplementos alimentares. Embora Nelson e Marlon tenham firmado um acordo para parceria, a polícia acredita que Marlon nunca teve intenção genuína de estabelecer o negócio conjunto, o que culminou no homicídio.
Informações adicionais
O inquérito será enviado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. O delegado informou que deve solicitar a conversão das prisões temporárias de Marlon e Tadeu em prisões preventivas. A reportagem tenta contato com as defesas dos indiciados e continuará acompanhando o caso.



