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Polícia Civil de Bebedouro começa ouvir presos na Alba Branca

Segunda fase da operação, que investiga fraude na merenda escolar, deteve sete na manhã desta terça-feira
Polícia Civil Bebedouro
Segunda fase da operação, que investiga fraude na merenda escolar, deteve sete na manhã desta terça-feira

Segunda fase da operação, que investiga fraude na merenda escolar, deteve sete na manhã desta terça-feira

A segunda fase da Operação Alba Branca resultou no cumprimento de sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão nas cidades de Bebedouro, Barreto, Severínia e Campinas. Dentre os detidos, destacam-se servidores públicos, marcando uma nova etapa nas investigações.

Servidores Públicos Envolvidos

Carlos Eduardo da Silva, funcionário da Casa da Agricultura do Estado e diretor da Cooperativa Agrícola, é um dos presos. As investigações apontam para um possível ganho indevido através de prolabores. A operação apura possíveis fraudes em licitações na compra de produtos para merenda escolar, envolvendo contratos que somam, até o momento, 7 milhões de reais com 22 prefeituras.

O Esquema de Fraudes e os Agentes Envolvidos

A polícia acredita que o funcionário público atuava como elo nas negociações fraudulentas. Segundo as investigações, Sebastião Meziara, presidente da União dos Vereadores do Estado, era o principal articulador do esquema. Leonel Julio, ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, também foi preso e é apontado como lobista do grupo, conforme declarações do promotor de justiça Leonardo Romanelli. Outras quatro pessoas, identificadas como negociadoras na fraude, também foram detidas: Luiz Carlos da Silva Santos, conhecido como Português em Bebedouro, Emerson Girardi, funcionário da COAF, Aloísio Girardi e Joaquim Geraldo Corrêa da Silva.

Desvio de Verbas e Próximos Passos

A polícia chegou aos suspeitos através de documentos apreendidos na primeira fase das investigações, realizada em 24 de janeiro deste ano. Nesta etapa, foi descoberta outra fraude relacionada ao acesso indevido a verbas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, destinadas à compra de sobras de alimentos em boas condições para doação a entidades filantrópicas. Segundo o delegado seccional de Bebedouro, José Eduardo Vasconcelos, os suspeitos compravam materiais sem sobras, lucrando em Ribeirão Preto e distribuindo uma quantidade menor em Bebedouro, apropriando-se do dinheiro público.

Os sete presos prestarão depoimentos nos próximos cinco dias, período da prisão temporária decretada pela justiça. O Ministério Público e a Polícia Civil oferecerão o benefício da delação premiada aos investigados que colaborarem com a operação.

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