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Polícia Civil encerra inquérito do caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues

autoridades pedem a prisão preventiva de Luiz Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, que devem responder por homicídio
Polícia Civil encerra inquérito do caso
autoridades pedem a prisão preventiva de Luiz Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, que devem responder por homicídio

autoridades pedem a prisão preventiva de Luiz Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, que devem responder por homicídio

A Polícia Civil encerrou o inquérito sobre a morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, Polícia Civil encerra inquérito do caso, ocorrida em março deste ano em Ribeirão Preto. Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa, mãe dele, foram indiciados por homicídio doloso qualificado pelo uso de veneno.

Segundo a polícia, o casal está preso desde maio e teria agido motivado por problemas financeiros. Elizabeth também é investigada pela morte de Natália Garnica, filha dela. Exames periciais indicaram que Larissa e Natália foram mortas por ingestão de chumbinho, um veneno ilegal usado para matar ratos.

Indiciamento e investigação: Os delegados Fernando Bravo e José Carvalho de Araújo Júnior informaram que o inquérito foi enviado ao Ministério Público, que deve formalizar denúncia à Justiça nos próximos dias. Os suspeitos foram indiciados por homicídio doloso qualificado no caso de Larissa, enquanto as investigações sobre a morte de Natália continuam em andamento.

Premeditação e motivação financeira: De acordo com o delegado Fernando Bravo, a morte de Larissa foi premeditada e motivada por interesses financeiros, já que os investigados enfrentavam dívidas. Mensagens trocadas e provas recuperadas nos telefones dos suspeitos indicam a participação de ambos no crime, ocorrido na manhã do dia 22 de março.

Detalhes das investigações: Larissa vinha apresentando mal-estar na semana anterior à morte, e Luiz teria impedido que ela procurasse atendimento médico. Elizabeth esteve no apartamento da vítima na noite anterior ao crime e pode ter administrado um remédio com veneno, conforme apurado. Em carta escrita em junho, enquanto estava presa, Elizabeth alegou que o envenenamento foi acidental.

Luiz também teria criado álibis para se desvincular do crime, como levar a amante ao cinema e passar a noite na casa dela. No entanto, contradições foram encontradas em seus relatos e em mensagens de celular, que indicam que ele sabia da morte de Larissa antes da chegada do socorro.

Possível envolvimento na morte de Natália Garnica

O delegado Fernando Bravo destacou que as substâncias químicas encontradas nas mortes de Larissa e Natália são diferentes, embora ambas sejam venenos conhecidos como chumbinho. Isso sugere que os crimes ocorreram em momentos distintos e reforça a hipótese de envolvimento em série dos suspeitos.

Luiz e Elizabeth foram interrogados novamente nesta semana, negando participação nos crimes. Luiz atribuiu os fatos à mãe, que, por sua vez, alegou acidente e apresentou contradições nos depoimentos. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos dois.

Informações adicionais

A defesa de Elizabeth Arrabassa afirmou que recebeu com tranquilidade o relatório final da polícia e que os fatos não demonstram claramente a participação dela. A defesa de Luiz Garnica ainda não se manifestou.

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