A Polícia Civil vai investigar uma ocorrência envolvendo um advogado e policiais militares durante uma abordagem realizada na noite de quinta-feira (9), no bairro Ipiranga, na zona Norte de Ribeirão Preto. A Polícia Militar também instaurará um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes, diante de denúncias de possível abuso de autoridade.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais atendiam a uma ocorrência quando o advogado chegou ao local. A partir desse momento, as versões apresentadas pelas partes divergem.
Versões diferentes
De acordo com o relato dos policiais militares, o advogado teria desacatado a equipe com ofensas, recebido voz de prisão e resistido à abordagem. Ainda segundo a versão dos agentes, durante a contenção, tanto o advogado quanto dois policiais sofreram lesões.
Já o advogado afirmou à Polícia Civil que foi ao local para acompanhar um cliente e que se identificou por meio da carteira digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo ele, um dos policiais recusou a identificação, alegando que o documento poderia ter sido produzido por inteligência artificial.
Ainda conforme o depoimento, após uma discussão verbal, ele teria sido agredido com socos e chutes, jogado ao chão, algemado e mantido imobilizado por cerca de 30 minutos.
Leia também
Investigação
O filho do advogado, que também estava no local, afirmou ter sido agredido ao tentar intervir na ocorrência e disse que sofreu escoriações.
Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil declarou ter presenciado parte da confusão e confirmou que o advogado e o filho teriam sido agredidos durante a abordagem.
Diante das versões conflitantes, a Polícia Civil determinou a realização de exames de corpo de delito em todos os envolvidos e dará sequência às investigações. Paralelamente, a Polícia Militar apurará a atuação dos policiais por meio de um Inquérito Policial Militar.
A reportagem da CBN informou que solicitará posicionamentos da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de acompanhar as providências da Comissão de Prerrogativas da OAB de Ribeirão Preto sobre o caso.



