Ribeirão Preto passou a integrar a rede Cidades Verdes Resilientes, iniciativa do governo federal voltada ao fortalecimento de políticas públicas ambientais e de adaptação às mudanças climáticas. Com a adesão, o município terá acesso a suporte técnico, redes de financiamento e cooperação com outras cidades para elaboração e implementação de projetos sustentáveis.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, a participação no programa reforça as ações que já vêm sendo desenvolvidas no município e permitirá planejar medidas de médio e longo prazo para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Apoio técnico
De acordo com o biólogo Matheus Lima, da Gerência de Projetos Ambientais da secretaria, a adesão amplia o acesso a ferramentas, tecnologias e experiências de outros municípios, além de facilitar a busca por recursos destinados à execução de projetos ambientais.
Para integrar a rede, Ribeirão Preto assinou uma carta-compromisso em que assume a elaboração de planos ambientais, a qualificação de áreas verdes e o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em dados científicos.
O objetivo, segundo a prefeitura, é estruturar ações que preparem a cidade para eventos climáticos extremos, como períodos prolongados de seca e chuvas intensas.
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Mudanças climáticas
Entre as prioridades está a elaboração do Plano Municipal de Adaptação e Resiliência Climática, que deverá reunir estratégias para minimizar os efeitos das mudanças no clima sobre a população.
Segundo o secretário, o município já conta com o Plano Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, revisado para 2026, com ações de prevenção, fiscalização, conscientização e atuação das brigadas em casos de queimadas.
Além disso, o planejamento prevê medidas como ampliação e qualificação de áreas verdes, incentivo à mobilidade sustentável e implantação de soluções para aumentar a permeabilidade do solo urbano.
Projetos futuros
Entre as alternativas estudadas está a implantação de jardins de chuva, estruturas que ajudam a reter e infiltrar a água da chuva, reduzindo o volume escoado para áreas sujeitas a alagamentos.
Segundo Matheus Lima, a proposta é priorizar soluções que complementem grandes obras de infraestrutura, buscando alternativas capazes de minimizar problemas recorrentes em pontos críticos da cidade.
A prefeitura informou que, nesta etapa, o foco está na elaboração dos projetos e do planejamento técnico. A busca por recursos para execução das ações deverá ocorrer após a conclusão desses estudos.



