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Polícia investiga se ciclista desaparecido em Pedregulho fugiu após investigação por furtos

Nova linha de apuração surgiu após carro alugado em nome de Thiago Gomes Pereira ser ligado a furtos em Minas Gerais
Polícia
Arquivo Pessoal

As investigações sobre o desaparecimento do ciclista Tiago Gomes Pereira, que sumiu há quase três semanas no Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho, ganharam uma nova linha de apuração. A Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de que ele tenha fugido após ter o nome relacionado a uma investigação de furtos em Minas Gerais.

Até então tratado como um desaparecimento sem explicação, o caso passou a ser analisado também sob a hipótese de fuga. A mudança ocorreu após a apreensão de um carro alugado em nome de Tiago um dia antes do desaparecimento, em Igarapava.

Segundo a polícia, o veículo teria sido utilizado em furtos registrados nas cidades de Araxá e Sacramento, em Minas Gerais. O irmão de Tiago, Carlos Alberto Gomes Pereira, foi preso durante uma operação da Polícia Civil mineira. Contra Tiago também existe um mandado de prisão relacionado à mesma investigação. A Polícia Civil de São Paulo apura agora se há ligação entre o inquérito sobre os furtos e o desaparecimento do ciclista.

A irmã de Tiago, Milene, afirmou que foi surpreendida ao tomar conhecimento do mandado de prisão e disse não acreditar que o irmão esteja escondido para fugir da Justiça. Ela declarou que desconhecia o envolvimento do nome de Tiago na investigação e afirmou acreditar que, caso tivesse cometido alguma irregularidade, ele preferiria responder pelos fatos a desaparecer, especialmente pelo impacto causado à família.

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Consequências

O advogado criminalista Acir Gomes explicou que, caso Tiago esteja vivo, o mandado de prisão permanece válido e ele responderá normalmente ao processo. Segundo o especialista, apenas a confirmação da morte extinguiria a punibilidade.

O advogado também afirmou que, se ficar comprovado que houve uma falsa comunicação de desaparecimento para despistar as autoridades, poderão existir consequências criminais e cíveis, incluindo eventual responsabilização por fraude processual e pedido de reparação ao Estado pelos custos da mobilização das forças de investigação.

Em relação ao veículo alugado em nome de Tiago, o advogado destacou que, caso seja comprovado que outra pessoa utilizou seus dados para firmar o contrato, a situação poderá caracterizar crimes relacionados à falsidade documental ou ideológica. Enquanto isso, a Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando os furtos em propriedades rurais e a Polícia Civil de São Paulo busca esclarecer se existe relação entre esses fatos e o desaparecimento do ciclista.

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