Apuração busca avaliar também envolvimento de Nelson Carreira Filho, que está desaparecido desde 16 de maio, e outras pessoas
A Polícia Civil de Cravinhos realizou buscas em três endereços do empresário Marlon Couto Paula Júnior, Polícia investiga se Marlon Couto produzia, suspeito pelo desaparecimento do representante comercial Nelson Francisco Carrera Filho, ocorrido desde 16 de maio. Marlon é dono de uma empresa de suplementos alimentares e é investigado por possível fabricação de substâncias proibidas pela Anvisa, como a rebit, uma amphetamina usada como estimulante.
O delegado Eitor Assis explicou que os materiais apreendidos passarão por perícia e que a polícia fará comunicação à Anvisa para verificar se os produtos tinham autorização para produção. Marlon também é investigado por homicídio relacionado ao desaparecimento de Nelson.
Investigação sobre desaparecimento e homicídio
Nelson Carrera Filho, que morava em São Paulo, desapareceu após viajar para Cravinhos para uma reunião de negócios com Marlon e Tadeu Almeida Silva, dono e gerente de uma fábrica de suplementos. A polícia investiga se Nelson foi assassinado por Marlon devido a desavenças comerciais envolvendo a venda de suplementos.
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Tadeu Almeida Silva, em depoimento, afirmou ter ajudado a ocultar o corpo de Nelson, que teria sido morto com um tiro por Marlon. Segundo o relato, o corpo foi levado até um rancho em Miguelópolis e jogado no Rio Grande. O carro de Nelson foi encontrado abandonado na zona norte de São Paulo.
Prisões e depoimentos: Marcela Silva de Almeida, esposa de Marlon, foi presa temporariamente por 30 dias após se apresentar na delegacia de Cravinhos. Ela negou envolvimento no desaparecimento, mas é investigada por ter viajado com Marlon para São Paulo, onde ele prestou apoio à família de Nelson, mesmo sabendo do ocorrido. O advogado de defesa de Marlon e Marcela afirmou que Marlon ainda não se apresentou por temer ameaças e pretende solicitar a liberdade de Marcela.
Detalhes do crime e investigação: A polícia acredita que o crime foi planejado, já que Tadeu teria marcado uma dedetização na empresa onde a reunião com Nelson estava marcada, dispensando os funcionários. Durante a perícia no local, foram encontrados vestígios de sangue com auxílio de luminol. A motivação do crime estaria relacionada a disputas comerciais, pois Nelson teria reclamado do uso indevido de uma marca de produto para emagrecimento patenteada por ele e estaria cobrando R$ 100 mil de Marlon para não tirar o site do ar.
Informações adicionais
As investigações continuam em andamento e não foram divulgados detalhes sobre a localização atual de Marlon Couto Paula Júnior. A Polícia Civil segue apurando a participação de outros possíveis sócios e envolvidos no caso.



