A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (8), um dos suspeitos de participar de um roubo a um condomínio fechado na zona Sul de Ribeirão Preto. O crime aconteceu no dia 25 de agosto e, segundo a polícia, o prejuízo das vítimas pode passar de R$ 1 milhão.
Iran Guilherme Martins Xavier, de 24 anos, foi localizado no Parque Ribeirão e, de acordo com a investigação, estava com um dos relógios roubados durante o assalto. Outros dois suspeitos identificados pela polícia, Gabriel Wallpher Ribeiro, de 28 anos, e Wesley Lopes dos Santos, de 30, não foram encontrados e são considerados foragidos.
A investigação aponta que Wesley seria o responsável por coordenar o grupo. A polícia chegou aos suspeitos após analisar imagens de câmeras de segurança e reunir outros elementos, incluindo o reconhecimento fotográfico feito pelas vítimas.
Investigação
O assalto aconteceu por volta das 3h, em um condomínio próximo ao Anel Viário Sul. Segundo a polícia, os criminosos usaram uma escada para pular o muro e invadiram a residência enquanto um casal dormia.
As vítimas foram rendidas e ameaçadas no quarto. Uma delas reagiu e entrou em luta corporal com um dos assaltantes, sendo atingida por uma coronhada na cabeça e tendo as mãos e os pés amarrados.
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Os criminosos fugiram levando ouro, joias, relógios de luxo, perfumes, roupas, celulares e outros objetos. A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão domiciliar e três de prisão temporária. Dois dos investigados não foram localizados.
Segundo o delegado André Baldoque, responsável pelo caso, Iran teria confessado informalmente a participação no crime e admitido que o relógio encontrado com ele pertencia à vítima. A defesa contesta essa versão.
Suspeitos
O advogado Rafael Cariola afirma que a suposta confissão ocorreu antes da presença dos defensores e que, na presença dos advogados, Iran negou participação no assalto. Sobre o relógio, a defesa diz que o investigado afirma ter comprado o objeto no bairro onde mora.
Os advogados aguardam acesso ao inquérito, que está sob sigilo, para definir os próximos passos. A defesa também informou que Gabriel entrou em contato com os advogados e pretende se apresentar à polícia nos próximos dias. Ele nega participação no crime.
Além dos três suspeitos identificados que teriam entrado na residência, a investigação aponta a participação de pelo menos outras duas pessoas. As câmeras registraram dois indivíduos do lado de fora, dando apoio à ação, sendo um deles em uma motocicleta e outro em um veículo. Eles ainda não foram identificados.
Os três suspeitos identificados tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias. Segundo a polícia, todos possuem antecedentes criminais por crimes patrimoniais, incluindo roubo.
Bens roubados
A Polícia Civil também tenta descobrir o destino dos objetos levados da residência. Segundo um relato informal atribuído pela polícia ao suspeito preso, parte dos bens, principalmente o ouro, teria sido vendida logo após o assalto.
Ainda de acordo com a informação apresentada pela polícia, os objetos teriam sido negociados por cerca de R$ 250 mil, dos quais R$ 90 mil já teriam sido pagos e divididos entre os envolvidos. A vítima estima, porém, que o prejuízo total ultrapasse R$ 1 milhão.
Um celular apreendido com Iran também será periciado. A Justiça autorizou a quebra do sigilo do aparelho, e a polícia espera que a análise dos dados ajude a identificar os outros envolvidos, localizar os foragidos e descobrir quem recebeu os produtos roubados.



