Presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, falou à CBN Ribeirão
Policiais civis de Ribeirão Preto e região realizarão uma manifestação nesta terça-feira no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP) para reivindicar melhores condições de trabalho e aumento salarial. O protesto foi organizado pelo sindicato da categoria, Manifestação e não descartam greve no estado, que representa delegados, investigadores e escrivães da região.
De acordo com o presidente do sindicato dos policiais civis da região, Iemauri Lúcio da Mata, a mobilização poderá resultar em uma greve, dependendo do desdobramento do ato e das negociações com o governo estadual.
“Nós vamos para lá para uma manifestação onde será colocada a possibilidade de ir até o Palácio dos Bandeirantes tentar conversar diretamente com o governador, porque com o seu secretário não tem evoluído de forma nenhuma.”
Ele destacou que a decisão sobre uma eventual paralisação será tomada pela própria categoria.
Principais reivindicações da categoria: Entre os principais pedidos dos policiais civis estão melhorias financeiras para delegados e investigadores. Segundo Iemauri, embora a carreira jurídica para delegados tenha sido aprovada há cerca de dois anos, a medida não resultou em vantagens salariais para esses profissionais.
“A maior motivação do policial é o dinheiro, é isso aí que é a maior motivação. Nada foi feito.”
Além disso, o presidente do sindicato ressaltou que desde 2008 o governo estadual exige nível universitário para investigadores e escrivães, mas não concedeu nenhuma compensação financeira relacionada à qualificação exigida. Ele afirmou que a categoria tenta negociar com o governo há cinco anos, sem sucesso.
Possibilidade de greve e decisão da categoria
O sindicato considera que a manifestação pode ser um indicativo para a deflagração de uma greve.
“Esse manifesto pode ser o indicativo de uma greve? Claro que sim, inclusive será votado lá. A categoria é que vai decidir.”
A votação para decidir sobre a paralisação ocorrerá durante o protesto, envolvendo todos os policiais civis presentes.
Infraestrutura e condições de trabalho: Sobre a infraestrutura disponível, Iemauri avaliou que, apesar de haver computadores suficientes para o trabalho, as viaturas utilizadas são inadequadas para as atividades de investigação. Ele também apontou a falta de recursos humanos e a defasagem salarial como problemas significativos enfrentados pela categoria.
O presidente do sindicato comparou os salários iniciais dos escrivães da Polícia Civil com os da Polícia Federal, destacando a disparidade entre as remunerações.
“Um escrivão na Polícia Federal ganha mais de 7 mil reais iniciais. Aqui não chega a 2.500 reais iniciais. Não se vê a disparidade.”
Entenda melhor
A carreira jurídica para delegados foi aprovada há cerca de dois anos, mas não houve implementação de reajustes salariais correspondentes. Desde 2008, o governo estadual exige nível superior para investigadores e escrivães, porém não oferece compensação financeira por essa qualificação. A categoria tenta negociar melhorias há cinco anos, sem avanços significativos.
O objetivo do sindicato é evitar a greve e buscar diálogo com o governo para solucionar os problemas enfrentados pelos policiais civis.
“Não queremos nem greve nem enfrentamento. A nossa intenção é conversar, tentar resolver o problema.”



