Proprietária do local afirmou à Polícia que o PM não teria concordado com o valor da comanda; a Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga dois casos de ameaça envolvendo policiais militares em menos de 15 dias. O primeiro ocorreu em uma boate, onde o policial militar Guilherme Leme de Oliveira, 34 anos, discutiu com clientes e apontou uma arma para várias pessoas após desentendimento com o valor da conta. A arma foi apreendida e um boletim de ocorrência por ameaça foi registrado.
Caso da Boate: Desentendimento e Ameaças
Imagens de segurança mostram Oliveira discutindo com uma mulher e um homem. Quando a dona da boate tentou intervir, ele sacou sua arma e a apontou para outras pessoas presentes. Segundo funcionários, a discussão começou por conta de divergências sobre o valor da conta. Em seu depoimento, Oliveira alegou que sacou a arma após ser ameaçado de morte pelo segurança do estabelecimento.
Caso da Maternidade: Agressão e Ameaça
Em outro incidente, o policial militar Mateus Bombonato discutiu com duas mulheres, uma delas grávida e supostamente sua esposa, na recepção de uma maternidade. Após ser solicitado a deixar o local pelo segurança, ele agrediu o vigilante e apontou sua arma para ele. Este caso também está sob investigação.
Análise e Reflexões
O presidente da OAB de Ribeirão Preto, Alexandre Nouti, ressalta a necessidade de uma investigação minuciosa da Polícia Civil em ambos os casos. O psicólogo forense Felipe Gomes explica que a atitude dos policiais contraria o treinamento da profissão, apontando para a alta pressão e estresse crônico enfrentados pelos profissionais da segurança pública. Gomes destaca a importância de avaliações periódicas de saúde mental para policiais, considerando o impacto negativo do estresse no exercício da função. Apesar das tentativas de contato, o policial Guilherme Oliveira não se manifestou. O advogado do policial Mateus Bombonato informou que nem ele nem seu cliente irão comentar o caso.



