A tendência de tratar com mais rispidez pessoas próximas, como familiares e parceiros, é mais comum do que parece e tem explicações científicas e emocionais. Segundo a psicóloga Dani Zeoti, o ambiente doméstico é percebido pelo cérebro como um “porto seguro”, o que reduz o estado de alerta e o controle emocional, favorecendo respostas mais impulsivas e, muitas vezes, agressivas.
Além disso, mecanismos inconscientes também influenciam esse comportamento. A confiança nas relações mais íntimas faz com que a pessoa acredite que será compreendida ou perdoada, o que pode levar à chamada “inversão de pulsão”, quando sentimentos positivos se manifestam de forma negativa. Apesar disso, a especialista alerta que atitudes e palavras podem causar desgaste e até romper vínculos ao longo do tempo.
A orientação é investir no diálogo e na consciência emocional, sinalizando quando não estiver bem e evitando conflitos no calor do momento. Práticas simples, como se afastar temporariamente ou conversar depois com calma, ajudam a preservar relações. Ouça o áudio completo da coluna CBN Comportamento para mais reflexões.