Se comparado ao mesmo período do ano passado, alimento sofreu um reajuste de 22%
O preço da carne suína tem registrado altas significativas, com um aumento de 22% em relação a junho do ano passado. Este cenário impacta diretamente o consumidor brasileiro, que já percebe o encarecimento do produto no mercado.
Impacto da Peste Suína Africana na China
Um dos principais fatores responsáveis por essa alta é a epidemia de peste suína africana na China. A redução da oferta global de carne suína impulsiona a exportação brasileira, elevando os preços internos. A exportação para a China, por exemplo, cresceu 41% em maio, com 67 toneladas comercializadas – um aumento de 51% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Clima e Exportação: Uma Combinação que Encarece a Carne
Além da questão sanitária internacional, o clima também contribui para o aumento de preços. O frio estimula o consumo de carne suína, principalmente em pratos como a feijoada, elevando a demanda. Somado a isso, o câmbio desfavorável torna a exportação mais atrativa para os produtores, que priorizam o mercado externo devido ao maior retorno financeiro em dólares. Esse cenário, segundo o economista Luiz Fernando Paulilho, gera divisas para o país, mas impacta negativamente os preços internos.
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Reajuste de Preços e Impacto no Consumidor
O impacto nos preços é evidente. Em um açougue da região, o pernil sem osso passou de R$ 12 para R$ 15, a costelinha de R$ 16,80 para R$ 20, e o lombo de R$ 12,50 para R$ 14,50. Essa realidade força os comerciantes a repassarem os custos, impactando o consumidor, que em alguns casos, precisa até mesmo reduzir a quantidade de carne em pratos tradicionais como a feijoada. O aumento significativo de 22% reflete a complexa combinação de fatores que afetam o mercado da carne suína, impactando diretamente o orçamento familiar.



