Litro do combustível acumula queda de quase 20%, mas o reajuste passado ao consumidor é bem menor
A Petrobras anunciou mais uma redução no preço da gasolina nas refinarias, de 3,53%, acumulando uma queda de 19,42% no mês. Porém, essa redução ainda não chegou completamente aos consumidores.
A demora no repasse aos consumidores
Apesar do corte na refinaria, o preço da gasolina nos postos de Ribeirão Preto não reflete integralmente a redução anunciada pela Petrobras. Segundo Valdemar de Bortoli Júnior, diretor presidente do Simbracon (Sindicato Brasileiro das Distribuidoras de Combustíveis), o repasse depende dos distribuidores e dos estoques, devendo ocorrer gradualmente nos próximos dias. A influência do ICMS estadual também impacta o preço final, com reduções ocorrendo a cada 15 dias.
Fatores que influenciam o preço final
Além da Petrobras e dos distribuidores, outros fatores impactam o preço final da gasolina. A queda no preço do barril de petróleo contribui para a redução, mas um aumento futuro pode reverter a situação, segundo o economista José Carlos de Lima Júnior. Ele destaca a preocupação de que aumentos futuros possam absorver as reduções anteriores que não foram repassadas ao consumidor. A concorrência entre postos também influencia, mas a concentração de grandes distribuidoras limita a competição em algumas regiões, como Ribeirão Preto.
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Perspectivas futuras
A recente queda de quase 8% no preço do petróleo contribui para a redução da gasolina nas refinarias. A Petrobras, desde julho de 2022, utiliza uma nova metodologia de ajuste de preços, permitindo reajustes mais frequentes, inclusive diariamente, caso necessário. A expectativa é que a redução chegue ao consumidor em breve, mas a complexidade do processo e a influência de diversos fatores tornam a previsão incerta.



