Segundo o gerente de uma rede de mercados, Antônio Noventa, a alta no dólar e a dificuldade na logística dispararam os preços
A alta dos preços de combustíveis, gás, carnes e outros alimentos já impacta diretamente o bolso do consumidor brasileiro, que atrásra enfrenta o aumento significativo no custo do pão e das massas. A principal vilã dessa história é a farinha de trigo, com um aumento de mais de 7% em relação ao ano passado, enquanto a farinha de milho registrou alta superior a 32%.
Impacto nos preços de massas e pães
O impacto é sentido diretamente no preço dos produtos derivados de trigo. O macarrão, por exemplo, teve um aumento médio de 16%, enquanto a massa fresca com ovos subiu 20% e o macarrão de sêmola, 33%. Essa alta na matéria-prima afeta não só o pão e o macarrão, mas também biscoitos e outros produtos.
Fatores que contribuem para a alta de preços
Diversos fatores contribuem para o aumento dos preços. Antônio, gerente comercial de um supermercado em Ribeirão Preto, destaca a dependência do Brasil da importação de trigo, a volatilidade cambial, as dificuldades no transporte marítimo e outros fatores logísticos que impactam no custo final do produto. Além disso, as indústrias têm reduzido o tamanho das embalagens de alguns produtos, o que mascara o aumento real de preço para o consumidor.
Leia também
Outros itens da cesta básica e proteínas
Outros itens da cesta básica também sofrem com a inflação. O açúcar, com alta de 74% em relação ao ano passado, o óleo de soja (quase 20%), e o leite longa vida (7%) são exemplos. No setor de proteínas, a carne vermelha apresenta alta de 23%, o frango, quase 70%, enquanto os cortes suínos congelados se mostram uma opção mais acessível. Legumes e verduras também registraram aumentos significativos, embora tenham apresentado alguma melhora nos últimos meses.
A busca por produtos mais baratos e ultraprocessados é uma realidade para muitas famílias, que enfrentam dificuldades para manter uma alimentação equilibrada diante do cenário de alta dos preços. A situação se agrava para quem vive com salário mínimo, com o aumento da insegurança alimentar e a necessidade de buscar alternativas mais acessíveis, mesmo que menos nutritivas.



