Com o aumento da temperatura até no inverno, o aparelho se tornou indispensável para um melhor conforto térmico
Nos próximos dias, a região de Ribeirão Preto deve enfrentar um período de calor intenso, Preço do ar-condicionado está 20% mais caro no acumulado dos últimos 12 meses, o que já tem impactado o mercado local de aparelhos de refrigeração. A procura por ar-condicionado e ventiladores aumentou significativamente, refletindo a necessidade dos consumidores de amenizar as altas temperaturas.
De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços desses equipamentos também registraram alta nos últimos 12 meses. O ar-condicionado subiu cerca de 20%, enquanto o ventilador teve um aumento próximo a 5% no mesmo período.
Contexto econômico e produção: O economista Maurílio Beniti explica que o momento é favorável para os vendedores, mas desaconselha os consumidores a esperarem uma redução nos preços. Segundo ele, a alta demanda causada pelo calor fora de época tem impulsionado os reajustes, e a tendência é que os valores continuem elevados.
“Não contem com a queda de preço no ar-condicionado. A maior parte da produção no Brasil é na Zona Franca de Manaus, e as indústrias enfrentam dificuldades para aumentar a produção rapidamente devido a limitações físicas e problemas com fornecedores e matérias-primas”, afirmou Beniti.
Além disso, o aumento recente nos preços do petróleo e do cobre, matéria-prima essencial para a indústria eletroeletrônica, contribui para o encarecimento dos equipamentos. Esses fatores, combinados com a alta demanda, levam os vendedores a reajustarem os preços para cima.
Comparativo com o ano anterior
Beniti destacou que um fenômeno semelhante ocorreu no ano passado, porém em um período mais tardio, a partir de outubro. Neste ano, os aumentos já são percebidos desde atrássto, indicando uma antecipação do impacto do calor intenso sobre o mercado de refrigeração.
Recomendações para os consumidores: O economista aconselha os consumidores a terem paciência e a buscarem alternativas para adquirir esses produtos com preços mais acessíveis. Ele sugere que os compradores pesquisem em lojas físicas e virtuais, avaliem opções de pagamento compatíveis com seu orçamento e evitem decisões impulsivas, mesmo diante do desconforto causado pelo calor.
“Tenha paciência, gaste a sola do sapato, procure nas lojas físicas, na internet, seja criterioso e busque opções de pagamento que caibam no seu bolso”, recomendou Beniti.
Ele também ressaltou que os descontos têm sido raros, já que o mercado está em uma situação de alta demanda, o que garante as vendas mesmo sem promoções. A produção atual está sendo vendida integralmente, o que dificulta a oferta de preços mais baixos.
Informações adicionais
O aumento dos preços dos aparelhos de refrigeração está relacionado a fatores globais e locais, incluindo a cadeia de suprimentos, custos de matérias-primas e condições climáticas atípicas. A Zona Franca de Manaus, principal polo de produção desses equipamentos no Brasil, enfrenta limitações para ampliar rapidamente a fabricação, o que contribui para a pressão sobre os preços.



