Repasse mais caro das distribuidoras também deve afetar preço da gasolina nas próximas semanas
O consumidor de Ribeirão Preto deve se preparar para mais um aumento nos preços dos combustíveis. A informação é do vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Varejista de Combustíveis, René Abad, que atribui o aumento ao repasse das distribuidoras.
Impacto Imediato nos Postos e no Bolso do Consumidor
Segundo Abad, o aumento para os revendedores gira em torno de 20 centavos. “Esse aumento é real nos postos que estão pagando hoje em torno de R$ 1,80, R$ 1,85. E esses custos já estão sendo repassados para o consumidor.” A orientação é que os consumidores procurem postos com preços mais baixos o quanto antes, pois nas próximas horas, conforme os estoques forem diminuindo, os preços devem subir.
Gasolina Também Deve Acompanhar a Tendência de Alta
Embora o foco inicial seja o etanol, a gasolina também deve sofrer reajustes em breve. “A gasolina em algumas semanas deve ganhar alguns centavos no preço final. Ainda não podemos falar sobre o aumento na gasolina C, que é vendida nos postos, porque ainda não houve um reflexo de custo para nós, ainda não foi repassado.” No entanto, ele ressalta que a gasolina C contém 27% de álcool anidro, que também está subindo, o que torna provável um aumento nos próximos dias.
Ribeirão Preto Lidera Preços Altos em São Paulo
Apesar de não ter havido variação na CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o preço do litro da gasolina em Ribeirão Preto já é o mais caro entre as 34 cidades paulistas pesquisadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). No último levantamento, realizado no início deste mês, o preço médio era de R$ 3,27, e com essa possível alta, pode ultrapassar os R$ 3,30. A cidade também ocupa a sexta posição entre as que vendem o etanol mais caro, com um preço médio de R$ 1,97, mas já há postos vendendo por R$ 2,19.
A Visão do Economista
Para o economista Antonio Davi, a variação dos preços é uma consequência do próprio mercado. “As variações do combustível, o etanol, a paridade da gasolina… hoje o etanol praticamente está a 60% com relação à gasolina. É em função do próprio mercado de commodities, os preços na usina, na produção, realmente não estão remunerando os custos de produção.” Ele explica que a oferta e a demanda são os principais fatores determinantes dos preços e que, no momento, o etanol apresenta uma paridade mais vantajosa em relação à gasolina. Davi acredita que o cenário não deve se agravar significativamente nos próximos anos, a menos que o mercado internacional sofra alterações que afetem a oferta de álcool.
O cenário atual exige atenção dos consumidores, que devem pesquisar e comparar preços para minimizar o impacto no orçamento.



