Economista e professor, Edgard Monforte Merlo, explica os fatores que fizeram os produtos dispararem
O Brasil enfrenta uma onda de aumentos de preços, impactando diretamente o orçamento das famílias. Um dos itens que mais preocupa a população é o gás de cozinha, com 11 reajustes seguidos. Para entender esse cenário, conversamos com o professor Edgar Manfoht Merlo, economista da USP de Ribeirão Preto.
Aumento do Gás de Cozinha: Preços Internacionais e Dólar
Segundo o professor Merlo, o aumento do gás de cozinha está atrelado aos preços internacionais, influenciados pelo consumo no hemisfério norte durante o inverno. A alta demanda impacta o preço global, e a desvalorização do real frente ao dólar agrava a situação. Como o gás é um bem essencial, sem substitutos viáveis, o consumidor fica à mercê dos reajustes.
Impacto na Economia e no Consumidor
A inflação de alimentos, que chegou a 15%, afeta diretamente a renda das famílias e dos pequenos negócios. Com o aumento dos preços do gás, óleo e outros itens básicos, o consumidor precisa se adaptar, reduzindo gastos em outras áreas. A previsão de novos aumentos no preço do gás, podendo chegar a R$ 200,00, gera preocupação e insegurança.
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Soluções e Perspectivas
O professor Merlo destaca a importância de políticas públicas, como o estoque regulador de alimentos, para controlar a inflação. A falta de estoque no ano passado contribuiu para a alta nos preços. Além disso, investir em energias alternativas, como a solar, pode reduzir a dependência do gás de cozinha a longo prazo. O governo também precisa estimular a troca de energia, oferecendo programas que tornem a energia solar mais acessível à população. A diversificação de fontes de energia e o controle de estoques são cruciais para minimizar o impacto dos aumentos de preços no orçamento familiar.



