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Preço dos combustíveis em Ribeirão Preto pode dar cadeia

Promotor de Justiça do Consumidor Carlos César Barbosa fecha inquérito sobre formação de cartel na cidade
Preço dos combustíveis
Promotor de Justiça do Consumidor Carlos César Barbosa fecha inquérito sobre formação de cartel na cidade

Promotor de Justiça do Consumidor Carlos César Barbosa fecha inquérito sobre formação de cartel na cidade

O Ministério Público de Ribeirão Preto concluiu um inquérito civil que investiga a possível formação de cartel de combustíveis na cidade. O promotor Carlos César Barbosa, após ouvir as distribuidoras, identificou indícios de combinação de preços e aumento arbitrário de lucros, caracterizando a prática de cartel.

Lucros Excessivos e Preços Elevados

Segundo o promotor, postos em Ribeirão Preto chegam a obter lucros de mais de 70 centavos por litro, um valor considerado injustificável. Apesar disso, a cidade vende um dos combustíveis mais caros do estado, com preços superiores em 20 a 30% em comparação com outras cidades da região. A situação é tão discrepante que a gasolina e o etanol em Santos, um município turístico, são mais baratos do que em Ribeirão Preto, que está localizada próxima a usinas produtoras de etanol.

Ameaças e Medo de Denunciar

O promotor revelou que alguns donos de postos gostariam de praticar preços justos, mas sofrem ameaças de pessoas ligadas ao setor. Um proprietário chegou a relatar, em depoimento, que é forçado a seguir os preços impostos, mas se recusou a formalizar a denúncia por medo de represálias. Essa situação sugere a existência de um esquema que se assemelha ao crime organizado.

Próximos Passos e Possíveis Penalidades

A promotoria apresentou o caso ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que ainda não se manifestou. No entanto, as investigações continuam, e o promotor pretende convocar os representantes dos postos para ajustar os preços. Caso não haja acordo, penalidades rigorosas poderão ser aplicadas, incluindo ações criminais por crimes contra a ordem econômica, com penas de reclusão de 2 a 5 anos, além de ações civis públicas com pedido de indenização por danos morais coletivos.

A expectativa é que as medidas adotadas promovam a concorrência e permitam que os consumidores tenham acesso a preços mais justos ao abastecer seus veículos.

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