Motoristas de Ribeirão Preto têm percebido aumento nos preços dos combustíveis nos últimos dias. Em diversos postos da cidade, funcionários foram vistos alterando os valores nas placas, quase sempre com reajustes para cima.
O cenário acompanha mudanças recentes no mercado de combustíveis, incluindo aumento no preço do diesel nas refinarias e oscilações relacionadas ao mercado internacional. A situação tem gerado preocupação entre consumidores que já sentem o impacto no orçamento.
Representantes do setor afirmam que a instabilidade no fornecimento e as variações de custos ao longo da cadeia de distribuição ajudam a explicar a volatilidade dos preços nas bombas.
Alta do diesel
A Petrobras anunciou recentemente um aumento de 38 centavos no preço do diesel nas refinarias, o primeiro reajuste em mais de um ano. A medida foi adotada com o objetivo de aproximar os preços praticados no Brasil do mercado internacional.
Ao mesmo tempo, o governo federal anunciou a isenção de PIS e Cofins e um pacote de subvenção que, na teoria, poderia reduzir em até 64 centavos o valor do combustível. No entanto, segundo representantes do setor, essa redução não tem sido integralmente percebida pelos postos.
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De acordo com o presidente do Núcleo Postos Ribeirão Preto, Fernando Roca, após ajustes obrigatórios como a mistura de biodiesel e o reajuste anunciado pela Petrobras, o resultado final não tem se refletido em queda significativa para o consumidor. Outro fator que influencia os preços é a dependência parcial do mercado internacional. Segundo o setor, cerca de 30% do diesel comercializado no país é adquirido fora do Brasil.
Nesse cenário, a diferença entre os valores praticados no exterior e no mercado interno gera defasagens que impactam diretamente a cadeia de abastecimento. Em alguns casos, essa diferença pode ultrapassar R$ 2 por litro no diesel e R$ 1,50 na gasolina. Essa combinação de fatores faz com que o mercado oscile frequentemente, exigindo acompanhamento constante por parte dos postos e também dos consumidores.
Orientações ao consumidor
Diante desse cenário, especialistas orientam os motoristas a pesquisar preços antes de abastecer, já que há diferenças significativas entre os postos dentro da própria cidade. Outra recomendação é manter o abastecimento frequente, evitando deixar o tanque esvaziar completamente, o que pode reduzir o impacto de possíveis aumentos repentinos.
Para veículos flex, também é importante observar a chamada paridade entre etanol e gasolina. Quando o etanol custa até 70% do valor da gasolina, o abastecimento com o biocombustível tende a ser mais vantajoso.



