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Preço médio de cesta básica em Ribeirão apresentou sensível queda no mês de junho

Itens básicos, em pesquisa da Acirp, custam R$ 686,73, número é 0,55% menor em relação a maio; conheça o estudo!
Preço cesta básica Ribeirão
Itens básicos, em pesquisa da Acirp, custam R$ 686,73, número é 0,55% menor em relação a maio; conheça o estudo!

Itens básicos, em pesquisa da Acirp, custam R$ 686,73, número é 0,55% menor em relação a maio; conheça o estudo!

A pesquisa mensal da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) apontou uma queda de 0,5% no preço da cesta básica em junho, em comparação a maio. O valor médio atual é de R$ 686,73, representando uma inflação acumulada de 7,17% no primeiro semestre.

Inflação e seus fatores

A analista Lívia Piola, do Instituto de Economia da ACIRP, atribui a inflação acumulada, em grande parte, às variações climáticas (como o evento climático El Niño) e à alta do dólar, influenciada pelo pessimismo em relação às finanças do governo. A importação de insumos e as cotações internacionais impactam diretamente os preços dos alimentos. As chuvas no Rio Grande do Sul também contribuíram para a alta dos preços de alimentos.

Queda pontual e fatores de oferta e demanda

A redução de 0,5% em junho foi resultado da queda nos preços do feijão e da carne, devido a um aumento na oferta de feijão e uma redução na demanda por carne (tanto doméstica quanto para exportação). Lívia destaca que essa variação é pequena e não indica uma tendência de queda contínua, pois fatores macroeconômicos podem reverter esse cenário.

Previsões e variações regionais

A previsão para o segundo semestre é de continuidade da inflação nos alimentos, com uma inflação acumulada no ano estimada entre 4% e 7%. A pesquisa também revelou variações regionais significativas. A região central apresentou a cesta mais cara (R$ 737,14), enquanto a região oeste registrou a mais barata (R$ 655). A região norte, antes a mais barata, sofreu uma inflação de 7%, passando a ser a segunda mais barata. Essas diferenças são atribuídas a fatores como preferências de consumo, questões tributárias e imobiliárias.

Apesar da queda pontual em junho, a volatilidade do setor de alimentos e a influência de fatores externos como eventos climáticos e a alta do dólar indicam que a tendência inflacionária deve persistir nos próximos meses. Produtos como farinha de trigo (aumento de 21,7%) e banana (aumento de quase 19%) ilustram essa tendência, com impactos relacionados a questões climáticas e de demanda.

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