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Preço médio do etanol em Ribeirão tem leve recuo na segunda semana de setembro

Apesar do alívio de 8 centavos, a expectativa é de aumento no valor, já que as queimadas e a falta de chuva impactam na produção
Preço médio do etanol em Ribeirão
Apesar do alívio de 8 centavos, a expectativa é de aumento no valor, já que as queimadas e a falta de chuva impactam na produção

Apesar do alívio de 8 centavos, a expectativa é de aumento no valor, já que as queimadas e a falta de chuva impactam na produção

Os preços do etanol em Ribeirão Preto e região têm chamado a atenção dos consumidores nas últimas semanas. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Preço médio do etanol em Ribeirão tem leve recuo na segunda semana de setembro, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 8 e 14 de setembro, o preço médio do etanol em Ribeirão Preto alcançou cerca de R$ 4,00 por litro. Na mesma região, a gasolina registrou preço médio de R$ 6,07 por litro. Em outras cidades próximas, como Barretos, o preço do etanol ficou próximo a R$ 3,91, enquanto em Franca o valor médio foi de R$ 3,50, com o menor preço registrado em R$ 3,37.

Impactos dos incêndios nos canaviais

O diretor de assuntos institucionais da Associação Brasileira das Distribuidoras de Combustíveis (Bicom), Flávio Navarro, comentou sobre os fatores que têm influenciado a alta dos preços do etanol. Segundo ele, a região de Ribeirão Preto enfrenta uma fase crítica devido às queimadas que afetaram os canaviais paulistas, resultando em perdas significativas na produção de cana-de-açúcar. Além disso, a escassez de chuvas contribuiu para a redução do rendimento da cana na produção de álcool em comparação ao ano anterior, quando as chuvas foram mais abundantes.

Projeções para o preço do etanol: Navarro afirmou que o sindicato acredita que o preço do etanol pode chegar a R$ 4,50 até o final deste ano. A safra ainda está em andamento, e especialistas e representantes da indústria confirmam o impacto negativo na matéria-prima causado pelos incêndios. Essa situação tem levado a uma expectativa de aumento expressivo nos valores do combustível para os próximos meses.

Reavaliação da mistura do etanol na gasolina: O diretor também mencionou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, estava considerando aumentar a mistura de etanol na gasolina. No entanto, essa medida está sendo revista para evitar a escassez do combustível. Segundo Navarro, aumentar a mistura poderia resultar em falta de etanol no mercado, elevando ainda mais os preços para os consumidores. Ele destacou que conversou com autoridades do Ministério para que a mistura permaneça nos níveis atuais, evitando impactos adicionais no preço do combustível.

Perspectivas para a produção e oferta de etanol: Sobre a possibilidade de melhora na produção caso as condições climáticas se alterem, Navarro foi cauteloso. Ele ressaltou que, apesar de ser desejável que chova para melhorar o cenário, a expectativa para a safra deste ano é negativa, com um impacto abrupto na produção. Segundo ele, a oferta de etanol deve se equilibrar com a demanda, sem sobra de estoque para o próximo ano. O sindicato e as distribuidoras estão se preparando para um aumento no fluxo de caixa entre 15% e 17%, reflexo do aumento dos preços.

Quanto à possibilidade de falta de etanol no mercado, Navarro afirmou que não há expectativa de desabastecimento, mas o equilíbrio será apertado. Caso haja indícios de escassez, medidas como a redução da mistura do etanol na gasolina para níveis entre 20% e 25% poderão ser adotadas para garantir o abastecimento.

Alternativas para produção de etanol e custos

Sobre a produção de etanol a partir de outras matérias-primas, como o milho, Navarro explicou que no Brasil existem apenas duas usinas que produzem álcool de milho, localizadas no norte do Mato Grosso. O custo de transporte desse etanol para a região de Ribeirão Preto torna o produto mais caro. Além disso, as usinas locais são especializadas na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, que é a matéria-prima mais eficiente para essa finalidade. A produção de etanol de milho é mais complexa e menos eficiente, o que limita sua viabilidade econômica na região.

Navarro destacou que, apesar das adversidades climáticas, a região de Ribeirão Preto ainda é responsável por cerca de 35% a 37% da produção nacional de cana-de-açúcar e etanol, o que reforça sua importância no mercado brasileiro.

Entenda melhor

O preço do etanol é influenciado por diversos fatores, incluindo condições climáticas, oferta e demanda, políticas públicas e custos de produção. Queimadas e falta de chuva podem prejudicar a safra de cana-de-açúcar, principal matéria-prima para o etanol no Brasil, elevando os preços do combustível. A mistura obrigatória de etanol na gasolina é regulada pela ANP e pode ser ajustada para equilibrar o mercado e evitar desabastecimento.

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