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Preços dos alimentos variam no primeiro semestre e economista orienta consumidores a pesquisar e planejar gastos

Dados do IPCA mostram altas e quedas em alimentos; especialista destaca pesquisa de preços, renda extra e reserva financeira para enfrentar a inflação
Preços
Foto: Reprodução/Freepik

Os preços dos alimentos apresentaram variações significativas no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE. Enquanto alguns produtos registraram fortes altas, outros ficaram mais baratos, refletindo fatores como clima, sazonalidade e oferta no mercado.

Entre os destaques, o pepino liderou a lista de maiores altas, com aumento acumulado superior a 150%. Já o abacate teve a maior queda, de 41,3%. Em junho, o IPCA avançou 0,16%, com o grupo Habitação exercendo a maior pressão sobre o índice, enquanto Alimentação e Bebidas apresentou leve recuo.

Variação

Para o economista Fred Nazar, oscilações nos preços de alimentos são esperadas, principalmente por causa das condições climáticas e da oferta dos produtos.

Segundo ele, alimentos ocupam posição prioritária no orçamento das famílias e qualquer aumento acaba sendo sentido diretamente no poder de compra, especialmente por quem depende exclusivamente do salário mensal.

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O economista cita como exemplo o aumento do feijão-carioca e da batata inglesa, produtos presentes na cesta básica, e explica que situações que afetam a produção acabam pressionando os preços pela chamada lei da oferta e da procura.

Planejamento

Diante das oscilações, Fred Nazar orienta os consumidores a pesquisarem preços e substituírem produtos mais caros por opções mais acessíveis, sem comprometer a alimentação.

Ele também recomenda que as famílias desenvolvam uma cultura de planejamento financeiro, evitando recorrer ao cartão de crédito como complemento da renda e buscando fontes alternativas de renda quando possível.

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O especialista alerta ainda para o uso de empréstimos, principalmente os consignados, destacando que o crédito deve ser utilizado apenas em situações de necessidade, devido ao impacto dos juros elevados.

Reserva financeira

Outra recomendação é criar uma reserva financeira, mesmo que com valores pequenos. Segundo o economista, o mais importante é desenvolver o hábito de poupar mensalmente.

Para quem deseja investir esse dinheiro, Fred Nazar afirma que aplicações de renda fixa, como CDB e CDI, oferecem atualmente rendimento superior ao da poupança, embora estejam sujeitas à cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

Ele também orienta quem costuma fazer refeições fora de casa a considerar alternativas como preparar marmitas em casa, estratégia que pode reduzir significativamente os gastos mensais.

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