Vinícius Filgueira diz que pessoas da mesma família estão morrendo por Covid-19; Miguelópolis também vai restringir as regras
Apesar da possibilidade de retorno de fases do Plano São Paulo nesta sexta-feira, algumas cidades da região enfrentam a pandemia com medidas mais restritivas. Cidades como Guará e Miguelópolis adotaram decretos com medidas mais rígidas.
Lockdowns e Leis Secas em Cidades do Interior
Guará decretou lockdown de 13 a 18 de abril, com proibição da venda de bebidas alcoólicas até 21 de abril. Miguelópolis impôs um mini-lockdown aos fins de semana (sábado e domingo), com lei seca vigente até 11 de abril. O prefeito de Guará, Vinicius Silgueiro, justificou o lockdown pela alta taxa de ocupação de leitos e a falta de conscientização da população, que não respeita medidas básicas como o uso de máscara e isolamento social. A cidade, com pouco mais de 20 mil habitantes, registra mais de 1.100 casos confirmados e mais de 50 mortes por Covid-19. Durante o lockdown, apenas serviços essenciais funcionarão via delivery.
Preocupação com a Fiscalização e Números Crescentes
O prefeito de Guará também expressou preocupação com a falta de fiscalização para garantir o cumprimento das regras, relatando que muitas pessoas deixam a cidade para frequentar outros municípios com restrições menos rígidas. Em Miguelópolis, as medidas visam conter a disseminação do vírus e evitar a chegada de turistas aos ranchos da cidade. A prefeitura reforça a necessidade de colaboração da população para conter o avanço da doença, destacando a gravidade da situação com famílias inteiras perdendo seus entes queridos para a Covid-19.
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Cenário Regional e Estadual
A situação é preocupante em toda a região. Ribeirão Preto, Franca e Barretos apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 90%, indicando que um avanço nas fases do Plano São Paulo é improvável no curto prazo. O governador João Doria afirmou que a decisão sobre a reclassificação dependerá dos indicadores, e o Comitê de Contingência Covid-19 antecipou a manutenção da fase emergencial em todo o estado. O Supremo Tribunal Federal manteve a decisão que permite a proibição de celebrações religiosas presenciais, e em São Paulo, os templos permanecem abertos apenas para orações individuais. A situação exige cautela e a colaboração de todos para conter o avanço da pandemia.


