Prefeitos da região de Ribeirão Preto se reuniram na sexta-feira (16), em Rincão, para discutir as dificuldades financeiras enfrentadas pelas administrações municipais. O encontro buscou fortalecer a articulação entre as cidades e ampliar a cobrança por recursos dos governos estadual e federal.
Segundo os relatos apresentados na reunião, as despesas com saúde, educação e folha de pagamento têm aumentado, enquanto os repasses não acompanham o crescimento dos custos. A situação afeta o pagamento de servidores e fornecedores, além de limitar investimentos e a prestação de serviços públicos.
Contas apertadas
Em Mococa, o prefeito Eduardo Barison afirmou que o município deixou de receber recursos destinados a diferentes áreas. Segundo ele, a prefeitura precisou parcelar o pagamento dos servidores até o dia 10 de cada mês e está reduzindo contratos para tentar equilibrar as contas. O prefeito também apontou prejuízos à população que depende dos serviços públicos.
Em Dumont, o prefeito Rogerson Ruiz, conhecido como Te, disse que os repasses estão abaixo dos valores recebidos em 2024. Para conter despesas, a administração cancelou festividades, renegociou contratos e suspendeu novos investimentos. A prefeitura também propôs reduzir em 10% os valores dos contratos e voltou a realizar os pagamentos no quinto dia útil, segundo o prefeito.
A preocupação, agora, é com o pagamento do 13º salário dos servidores. Ruiz afirmou que o município enfrenta dificuldades para manter os compromissos financeiros e alertou para o risco de terminar o ano com as contas no vermelho.
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Atrasos a fornecedores
Em Ribeirão Corrente, município com aproximadamente 6 mil habitantes próximo a Franca, a prefeita Aninha Montanher afirmou que os repasses não diminuíram, mas não acompanharam o aumento das despesas. Com isso, a administração tem priorizado o pagamento dos funcionários e enfrenta atrasos nos compromissos com fornecedores.
Segundo a prefeita, a dificuldade para fechar a folha de pagamento tem sido uma preocupação compartilhada por outros gestores da região. Depois de garantir os salários, as prefeituras precisam organizar os demais pagamentos, incluindo os de empresas fornecedoras de serviços.
Cobrança por recursos
Entre as reivindicações apresentadas pelos prefeitos estão a liberação de emendas parlamentares, a revisão da distribuição das receitas e a garantia de recursos para custear obrigações criadas por leis federais.
O prefeito de Dumont defendeu a liberação de valores que, segundo ele, estão parados nos governos estadual e federal. Para Ruiz, sem apoio financeiro, muitas administrações municipais terão dificuldades para fechar 2026 com as contas equilibradas.
Os prefeitos defendem uma revisão na distribuição dos recursos para garantir o funcionamento dos serviços públicos. A principal preocupação é evitar que as dificuldades financeiras comprometam ainda mais o atendimento à população nos últimos meses do ano.



