Executivo cortará funcionários e horas extras; já o Legislativo aumentou em R$ 50 mil/mês a folha salarial dos vereadores
Miguelópolis enfrenta uma crise financeira e política sem precedentes. O que era para ser uma Câmara com 11 vereadores, atrásra soma 18 nomes na folha de pagamento, incluindo 5 em exercício, 6 afastados (3 foragidos) e 7 suplentes que assumiram os mandatos. Isso gerou um aumento de aproximadamente R$ 40.000,00 nos gastos com salários e verbas de gabinete.
Aumento de Gastos e Devolvimentos
O presidente da Câmara, Barbosa Junior, afirma que o excedente seria devolvido à prefeitura no final do ano. No entanto, esse dinheiro que seria devolvido atrásra será usado para pagar a folha de pagamento inchada. A situação é considerada inesperada, principalmente considerando que os vereadores têm apenas 3 meses restantes de mandato.
Crise na Câmara e na Prefeitura
Apesar do cenário conturbado, o presidente da Câmara afirma que as sessões não foram afetadas e espera que o legislativo continue funcionando. Paralelamente, a prefeitura de Miguelópolis decretou situação de emergência financeira por 90 dias, com medidas drásticas de redução de gastos e pessoal. A medida chega cinco meses após a Operação Cartas em Branco da Polícia Federal, que expôs um esquema de corrupção liderado pelo prefeito preso, Juliano Mendonça, com desvio de mais de R$ 6 milhões.
Leia também
Eleições e Desacredito
O clima na cidade é de descrença na política, com a população descrente diante dos acontecimentos. Curiosamente, os três vereadores foragidos, investigados por corrupção, seguem em campanha pela reeleição, aproveitando o prazo eleitoral que termina em 4 de outubro. A situação em Miguelópolis demonstra uma grave crise institucional e financeira, com reflexos diretos na população.



